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Nanda Costa conta que tem valores semelhantes aos de Érica, de 'Amor de Mãe'


Raquel Rodrigues/Agência Estado
Raquel Rodrigues/Agência Estado
Nanda Costa é a cativante Érica de 'Amor de Mãe', novela das 21h da Globo. Na trama, o jeito espontâneo e simples da maquiadora deixou Raul (Murilo Benício) encantado. A ponto de ele desfazer o casamento com Lídia (Malu Galli) e o caso com Estela (Letícia Lima) para dar início a um novo romance. No entanto, o recomeço ao lado da filha de Lurdes (Regina Casé) não será fácil: os antigos amores dele querem vingança.

Na entrevista a seguir, a atriz de 33 anos fala sobre os parceiros de trabalho em 'Amor de Mãe'; do envolvimento de Érica com Raul e como a personagem é um sinal de mudança na vida do empresário. Além disso, Nanda também revela o que tem em comum com a jovem e com o universo da maquiagem. Por fim, comenta a respeito do contato com a música ter se intensificado após o relacionamento com a percussionista Lan Lanh e o desejo de ser mãe.





Nanda Costa conta que tem valores semelhantes aos de Érica, de 'Amor de Mãe'
Globo/Estevam Avellar
 



Como tem sido a parceria com Murilo Benício em cena?

Só tenho a agradecer. É um ator experiente, joga junto, é muito legal contracenar. Tudo fica mais fácil quando a gente está cercada de pessoas que admira. Também tem o Zé (José Luiz Villamarim) com essa direção. Nunca tinha trabalhado com ele, mas era um desejo meu porque o acho maravilhoso no que faz, ele foge do óbvio, é sensível. Além disso, tem o Walter Carvalho (fotógrafo e diretor), com quem fiz dois longas e, agora, estou reencontrando depois de tanto tempo. Foi uma das pessoas com quem mais aprendi na vida.

Érica se envolve com Raul no momento em que ele está se separando da esposa e terminando um caso extraconjugal. Como esse casal vai se desenvolver com esses obstáculos?

Acho que a Érica não nasceu para apanhar. Na verdade, ela não fez nada de errado, não ficou com o Raul enquanto ele estava casado. O casamento podia não estar muito bom e que moral a amante tem para falar alguma coisa, não é? Acho que, se levar algum tapa na cara, Érica devolve. Ela é diferente de todas as mulheres com quem o Raul já se relacionou. É solar, autêntica.

A Érica é maquiadora. Você já tinha alguma intimidade com esse universo?

 Sim, por causa da profissão. Sempre tem alguém me maquiando e eu sou curiosa. Acho que, por ser libriana, tenho essa coisa da simetria, sempre fiquei atenta a isso na hora de me maquiarem. Quase um perfeccionismo, algo meio chato nesse sentido. Treinei meu olhar, então arrisco, mas não ouso tanto. Agora, por causa da Érica, fiz algumas aulas. Aprendi mais e estou gostando de brincar disso.

Você tem algo em comum com a personagem?

Acho que o amor pela família, os valores. Somos simples. A Érica se dá muito bem com os funcionários, para ela não tem diferença se a pessoa está limpando o chão ou está usando a joia mais cara do mundo. Também não perdi a minha essência. Pelo contrário, acho que, cada vez mais, volto para a minha raiz.

A novela fala sobre maternidade. O que te faz se lembrar da sua mãe? E você, pensa em ter filhos?

A minha mãe deu à luz aos 16 anos, bem jovem, e me criou com a ajuda dos meus avós, que foram muito presentes. Aprendi em casa que a coisa mais importante no mundo é o amor. Não adianta ter uma religião, pregar uma coisa e fazer outra. Acho que é a coisa mais valiosa que eu tenho. Só consigo ser a pessoa que sou pela educação e criação que tive. Quanto à maternidade, acho que é um filho de cada vez. Agora, estou vivendo esse amor de mãe enquanto filha. Mas pretendo, sim, aumentar a família e ser mãe em breve, viver essa relação do outro lado.

Você ficou um tempo se dedicando à música, mas parou. Pretende voltar a investir nisso?

 Gosto de experimentar. Desde os 14 anos, toco um pouco de violão. Acho que, com a Lan na minha vida, isso ficou mais presente. Chego de um dia de trabalho e a gente tem um estúdio em casa, que é dela. Às vezes, compomos juntas. A gente fez uma música chamada 'Aponte', que inclusive concorreu ao Grammy Latino como Melhor Canção, foi gravada pela Maria Bethânia e era da abertura de 'Entre Irmãs' (Globo, 2018). A gente brinca bastante de fazer música e a Lan me estimula. Fiz parte do Batida Nacional, participei desse projeto coletivo que mistura várias artes. Eu interpretava música, porém nunca foi um foco. Não sou atriz e cantora. Mas brinco de cantar.

Você está em um momento bom de vida com a Lan Lanh e posta sobre isso nas redes sociais. Desde a revelação do relacionamento, se sente mais feliz e madura?




 Sem dúvida, estou mais livre, mais eu, mais coerente com a pessoa que sou de verdade. Acho que isso ajudou muito, porque a gente sempre viveu bem, todas as fases foram boas. Demoramos cinco anos para tornar isso público, porque não queríamos interferência, pelo país em que vivemos, por preconceito, medo, por vários motivos. A gente viveu esse amor só entre nós, a família e os mais próximos naquele tempo. Mas decidimos casar, ficar junto e, aí, não fazia mais sentido esconder. O que tem na rede social é tudo de verdade. 

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