NA VANGUARDA
Zanzal sempre foi uma artista à frente do tempo, em contínua mudança. Sempre esteve na vanguarda, criando formas e normas muito pessoais de arte, assinando obras muitas vezes incompreendidas, mas com o tempo aplaudidas. Afirma que nunca visitou uma Bienal, não participa de exposições, não faz comparações e nem procura seguir tendências. É um autor solitário em busca de sua inspiração, sem exemplos e sem moldes. Se bem que adora conhecer a vida e obra dos grandes mestres da pintura mundial pela literatura.
Conta que prefeitos, governadores e embaixadores têm seus quadros ou esculturas, que gosta de fazer bustos, e mesmo pintar retratos, e que entre eles estão os ex-governadores Jaime Canet Junior, Paulo Pimentel, o ex-presidente João Figueiredo, e Gastão Mesquita Junior, do Estadão. Eles são privilegiados, pois apesar de retratar, poucas vezes o artista se dispõe a fazê-lo, por falta absoluta de tempo.
Não gosta de falar de valores, apesar de ser um dos raros artistas plásticos que consegue viver exclusivamente de seu trabalho. A filha Renata (que já desenvolve sua porção pintora, mas prefere dar um tempo para evitar comparações com o pai) é sua marchande, faz o trabalho de bastidores, de relações públicas. É ela quem conta que o pai é um artista ambidestro, consegue pintar dois quadros simultaneamente com motivos diferentes. Outra qualidade do artista, que já foi motivo de matéria de TV a nível nacional.
Muitas novidades, muitos projetos estão na mira de Zanzal, que passa seus dias num mundo só seu. Um universo muito próprio de objetos e sonhos idealizados, transformados em quadros e peças e depois entregues a nós, simples apreciadores, para que possamos dividir com ele a possibilidade humana de ultrapassar divisas, e sobrepor à realidade, num mundo repleto de cores e formas próprias, ideais e oníricas.
Arrematando, Zanzal afirma: A arte não pode ser feita só para olhar, é preciso sensibilizar. Minhas obras são minha riqueza!





