A experiência de Daniela Cicarelli na tevê é bem diversificada. Ao longo dos anos 2000, foi atriz de novela, estrelou muitas propagandas e ainda apresentou ''reality shows'', programas musicais e de namoro em diferentes emissoras como Globo, MTV e Band. É por conta dessa ''bagagem cultural'' que ela garante que não integra o time de jurados do ''Got Talent Brasil'', da Record, à toa. ''Fui pega de surpresa pelo convite da emissora. A proposta do programa em revelar talentos escondidos pelo Brasil me conquistou. Agucei meu senso crítico e topei a empreitada.''
No programa comandado por Rafael Cortez, a apresentadora mineira julga, ao lado do cantor Sidney Magal e do carnavalesco Milton Cunha, qual será o vencedor da primeira temporada da versão nacional do ''reality'' formatado pela produtora inglesa Fremantle Media - que, na versão britânica, revelou ao mundo o canto clássico de Susan Boyle. ''É o talento que está em xeque, mas o programa vai além disso e aborda as histórias dos participantes de forma singular. Acho que a versão nacional está muito bem feita'', analisa. No mesmo esquema já conhecido do ''Show de Calouros'', competição exibida pelo SBT no passado, vale tudo no ''Got Talent Brasil'': muitos dançam, outros cantam, alguns cospem fogo, acrobatas se arriscam e animais de estimação mostram suas aptidões. Mesmo atenta a todos os tipos de apresentação, Cicarelli assume que os cantores líricos são os alvos principais de seu interesse. ''Me emociono de verdade. Mas quem decide o vencedor é o público'', ressalta.
Mesmo empolgada com o novo trabalho, Cicarelli não esconde a cansativa rotina de gravações para cada episódio. Envolvida com o programa desde janeiro, os jurados chegaram a ver cerca de 40 apresentações por dia. A situação da moça fica mais complicada por ela ter de ficar longe da pequena Ana Beatriz, sua filha de apenas quatro meses.
Ex-modelo e ''cria'' da MTV, onde ficou de 2003 a 2007 - e voltou em 2012 para apresentar o ''Provão MTV'' - , Cicarelli enxerga no ''Got Talent Brasil'' uma nova possibilidade de estreitar seu laços com uma emissora de grande porte. A primeira investida da apresentadora fora do canal musical foi na Band, onde, durante dois anos de contrato, pouco apareceu no ar. O tempo em que ficou na ''geladeira'' da emissora, a morena utilizou para se formar em Direito. ''Foi uma realização pessoal. Comecei a faculdade empolgada em seguir carreira na advocacia. Mas desisti. Precisa ler tanto, meu Deus?'', brinca.
Contratada da Record por obra, ela torce para que a competição ganhe uma segunda temporada e almeja emplacar um programa solo na emissora. Entre tantos planos, Cicarelli sabe bem o que quer e o que não quer. ''Não sinto saudade nenhuma de atuar. Não sou atriz e sei disso'', conta aos risos, lembrando das críticas que sofreu na época de ''As Filhas da Mãe'', novela exibida pela Globo em 2001, sua primeira aparição na tevê.

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