Curitiba O maior evento brasileiro de decoração chegou a Curitiba pelas mãos de uma gaúcha. Marina Nessi foi quem percebeu, em 1994, que a capital paranaense comportaria uma edição da Casa Cor. Dois anos antes ela havia levado a mostra para Porto Alegre (RS). Marina é a responsável pela franquia da Casa Cor nesses dois Estados e divide a coordenação do evento com a filha, Lauren Maurer.
Há quatro anos, Marina divide residência entre Rio Grande do Sul e Paraná. ''A vontade e a necessidade de permanecer aqui por mais tempo foi uma evolução natural. Conquistei espaço profissional e acima de tudo conquistei grandes amizades. Me seduz a idéia de no futuro me radicar aqui'', confessa. Enquanto isso não acontece, o jeito está sendo se adaptar à ponte aérea: ''A família fica dividida, portanto priorizo minhas férias para viajar com meus filhos e minha neta''. Ela tem três filhos e a neta de sete anos.
Marina gosta de Curitiba e fala das semelhanças entre o Paraná e o Rio Grande do Sul. ''As origens étnicas de formação do seu povo são semelhantes, com grande diversidade cultural, forte potencial para o crescimento e o próprio clima nos identifica como brasileiros 'não tropicais'. São cidades muito parecidas e ambas valorizam muito o trabalho, o empreendedorismo e o crescimento'', comenta. Ela elogia a qualidade de vida da cidade que adotou: ''Curitiba cresce a passos largos, com investimento, tecnologia, inovação e orgulho da cidade que constrói. É uma cidade cosmopolita, tem tudo o que se espera de uma metrópole, sem deixar de lado a qualidade de vida''. O lugar escolhido para morar foi o bairro Batel, que concentra justamente os escritórios e lojas dos principais clientes e amigos de Marina, arquitetos e decoradores.
Não foi por acaso que Marina, que é professora por formação, tornou-se franqueada da Casa Cor. Há 26 anos está no ramo de decoração, onde começou com uma loja, uma das pioneiras na venda de revestimentos em Porto Alegre. E foi por meio da loja que conheceu a Casa Cor. ''Em 1987, em São Paulo, o evento iniciava uma nova era na decoração, mostrando que morar melhor, com conforto, requinte, graça e bossa não era privilégio de quem tinha alto poder aquisitivo'', conta.
A coordenadora lembra as dificuldades das primeiras edições da Casa Cor. No início, segundo ela, não havia uma só indústria interessada em participar da cozinha, por exemplo. Os móveis eram elaborados com recursos dos próprios, arquitetos e pequenas marcenarias. Agora, os maiores fabricantes disputam espaços para mostrar seus lançamentos. ''O evento desafia o mercado com propostas inovadoras. É a vitrine mais vista, tornou-se uma grife, uma referência em decoração, presente em 15 cidades brasileiras. Conseguimos imprimir no mercado a diferenciação entre mobiliar e decorar'', orgulha-se.
Na opinião dela, a mostra trouxe a cultura do morar para a cidade e tornou o público mais sofisticado. Este ano, a Casa Cor Curitiba tem como tema o luxo. A idéia, segundo ela, é mostrar que luxo não é riqueza e não é moda, mas é qualidade, funcionalidade, atemporalidade, beleza matérias-primas nobres e produtos e serviços de primeira linha.
Marina anuncia que já tem definido o imóvel da edição de 2007 (mas não adiantou informações) e avisa que está procurando a casa para a edição de 2008, que marcará os 15 anos da mostra no Paraná. Com a ajuda da Associação Brasileira dos Escritório de Arquitetura (Asbea/PR), a proposta é restaurar um imóvel para colaborar com o projeto Centro Vivo.

Serviço:
Casa Cor Paraná 2006 50 ambientes em duas residências
De 19 de maio a 25 de junho
Horário de visitação: de terça a domingo, das 13h às 21h
Local: Rua Cel. Romão Rodrigues de Oliveira Branco, 389, Hugo Lange. Ingressos: R$ 15. Crianças, idosos e estudantes, R$ 10 (todos os dias). Ingresso promocional: R$ 13 (terças, quartas e quintas)

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