Militão Repórter (Oswaldo Militão)
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Josoé de CarvalhoAmérico Cruz desenvolveu curso de inglês em que a pessoa aprende a língua em apenas um mês
A experiência de 20 anos no Canadá
-Nascido em Rolândia e criado em Londrina até os 21 anos, Américo Cruz mora em Toronto, Província de Ontário, Canadá, há 20 anos. Ele está na cidade para visitar os familiares e cuidar de alguns negócios, já que é microempresário naquela localidade. É irmão de Anibal Vieira da Cruz.
-Ele lembra que há duas maneiras para um brasileiro viver e trabalhar no Canadá: legalizado pelo governo, com toda a papelada pronta ou, como muitos fazem, ir como turista e lá ficar, trabalhando sem qualquer garantia. E encontram trabalho? No verão há maiores chances. No inverno, menos, porque, por exemplo, há menos construções, os hotéis recebem menor número de turistas.
-Há três opções, de maneira geral, para os brasileiros: 1º - trabalhar na limpeza de prédios, casas, etc.; 2º - em construções civis; e 3º - como garçom em restaurantes, hotéis, banquetes, etc. Os ilegais são sempre explorados. As empresas pagam salários menores. E muitas vezes não pagam. Empresários brasileiros, que estão por lá, e de outras raças, exploram os próprios patrícios. Ninguém reclama, porque tem medo de ser expulso do país.
-Há muitas lojinhas e restaurantes brasileiros. E a maioria está passando para as mãos de portugueses, já que a colônia lusa é muito grande. O comércio no Canadá está em decadência. Os canadenses perderam fábricas para o México.
Em vários quarteirões de Toronto, diz Américo, há três a quatro lojas fechadas, pois não vinham conseguindo vender sequer para pagar o aluguel.
-O Canadá tem de 19 a 20 milhões habitantes. Toronto é uma mega-city. Com ela estão juntas Mississauga, North York, Scarbourgh e outras menores. Toronto tem alguns grandes jornais: The National, Toronto Star e Toronto Sun.
-Aquele país, conta Américo, teve a seguinte história de colonização: primeiro chegaram os franceses; a seguir, os ingleses tomaram a terra. Deixaram os franceses apenas em Quebec. Depois chegaram os judeus, logo após os italianos, depois os portugueses, brasileiros, chineses, indianos e agora estão chegando os antigos soviéticos.
-Por isso, o Canadá não tem uma característica própria, local. Nem os que lá nascem. Porque eles são descendentes de imigrantes. O índio, que é canadense puro, é oprimido, e se sente discriminado. Normalmente, os índios moram em aldeias modernas. Muitos deles cheiram cola, ficam embriagados, se drogam, e muitos vivem como mendigos nas cidades.
-As vantagens dos que vivem lá: eles têm o melhor sistema de saúde do mundo, que é gratuito. O governo paga quase tudo: exames médicos, operações, hospitais. O seguro-desemprego é baseado em porcentagem do que a pessoa ganhava no último emprego. E a assistência social dá cobertura a todos os necessitados.
-Igrejas oferecem alimentos e roupas. E lá o Exército da Salvação é tremendamente forte. Tratam das pessoas que estão abandonadas, dos mendigos, recolhem moças grávidas abandonadas e dão total assistência. Escolas, livros e material escolar são oferecidas pelo governo. Tenha o número de filhos que tiver. O governo paga 125 dólares de ajuda pelo primeiro filho. Até os sete anos.
-Para viver em Toronto, ou no Canadá todo, a pessoa tem que ganhar entre 1.500 e 2.000 mil dólares canadenses. Algo em torno de dois mil reais.
-O que ele mais aconselha é que o imigrante estude lá, aproveite o máximo, e depois volte para o Brasil, preparado para entrar no mercado de trabalho. Ele diz que as escolas canadenses são excelentes. Até os norte-americanos procuram estudar no Canadá.
-Abrir uma microempresa é outra opção, talvez a melhor, para os brasileiros que vivem naquele país. Eles competem com as outras raças e são capazes de obter contratos com chances de muito lucro. Nos setores de limpeza e construção, os microempresários obtêm boas rendas. Com 150 mil dólares, você entra no Canadá legalmente, para montar uma empresa. O governo abre as portas.
-Américo Cruz aconselha também aos brasileiros: entrar na área de exportação e importação com os canadenses. E com os americanos. Ele afirma que o canadense não conhece os produtos brasileiros. Agora que o povo de lá começa a tomar conhecimento do pão de queijo, pelo surgimento de algumas minifábricas.
Os canadenses acham os produtos brasileiros caros, porque eles chegam via Miami, Nova York, Boston, etc. Nem a colônia consegue comprar.
-Um dos objetivos de Américo Cruz é representar empresas de Londrina e do Brasil no Canadá. Vender os produtos daqui lá. Com baixo custo. As pessoas podem entrar em contato com ele pelo fax 416-530-4433 ou pelo e-mail idi@ hotmail.com, que é de Toronto.
-Américo trabalhou no Departamento de Química da Universidade de Londrina e após voltar do Canadá foi professor de inglês particular e da Escola Fisk nesta cidade. Ele conseguiu publicar e gravar um curso de inglês que permite uma pessoa aprender a língua no prazo de apenas um mês. Quem tem computador, poderá aprender usando CD, via Internet. Ou então fará o curso pelo fax, usando o sistema vídeo. E poderá receber certificado canadense da realização do curso. Américo Cruz responde sempre, quando lhe é perguntado, que isso foi um dom que Deus lhe deu. E finalizou: A Jesus Cristo, toda honra e toda glória!
Foto France PresseVestindo um longo de Balmain, a manequim alemã Cláudia Schiffer mostrou toda sua categoria nas passarelas de Paris. Ela tem dito que quer se casar antes de comemorar os 30 anos.
Josoé de Carvalho-Ernesto José Alberici, Márcio Antonio Alberici e Carlos Alberto Malicheski, da Chopim
Churrascaria Chopim: obras na Maringá já estão em andamento
-A Construtora Vectra já deu início às obras na Rua Maringá, onde a Churrascaria e Choperia Chopim será instalada, provavelmente após agosto deste ano. O prédio, que foi iniciado pela família Piaie, estava parado há 27 anos.
O engenheiro Manoel Luis Alves Nunes manterá as linhas arquitetônicas originais da fachada.
-Para detalhar aspectos de acabamento e decoração, estão em Londrina, desde o final de semana, os srs. Ernesto José Alberici e Carlos Alberto Malicheski, além de Márcio Antonio Alberici, que já se fixou novamente aqui. Como se sabe, eles vieram de Ribeirão Preto, onde Omir Alberici, pai de dois deles, mantém o tradicional serviço de buffet Chopim, que também virá para Londrina.
-Como se sabe, a família Alberici criou a Chopim em Londrina, em 59, e aqui permaneceu até 81, na Sociedade Rural do Paraná. Ficou 19 anos trabalhando em São José do Rio Preto, Uberaba, Goiânia, Ribeirão Preto e Águas de São Pedro.
Mas sempre mantiveram raízes e muitos amigos em Londrina. Haja vista que voltaram à Exposição há três anos, onde a Chopim voltou a ser ponto de encontro de muitas famílias daqui e da região.
-A partir do dia 15, os Alberici já começarão a instalar a Chopim no Parque Ney Braga, para atender a partir do dia 6, data de inauguração da 40ª
Exposição da Rural. Ernesto Alberici lembrava, ontem, que a empresa de seu pai Omir participou, em 59 ou 60, da primeira Exposição da Rural, que aconteceu nas dependências do Jóquei Clube de Londrina.
-Disse ele ainda que a Sociedade Rural do Paraná foi e é referência de organização até hoje em matéria de exposições. E a Chopim foi exemplo em matéria de restaurante, ao ponto de ser solicitada para levar seus serviços às exposições de Curitiba, Maringá, Ourinhos, Goiânia e Uberaba.
-Os arquitetos e decoradores da obra são Marcelo Melhado e Marlene Ricci, que estarão reunidos hoje com os diretores da Chopim. Pela perspectiva digital apresentada, a nova churrascaria e choperia de Londrina ficará muito bonita e atraente.
O coronel Máximo Fim, o coronel Costa, o capitão Deliberador, o capitão Dalbem, o capitão Edson da Cruz e o soldado Ribeiro, todos do 5º Batalhão da Polícia Militar, saboreando a galinhada feita em panela de ferro, oferecida a eles no restaurante 24 horas, por Cícero Augusto da Silva.
Corintianos de Cambé estiveram reunidos, sexta-feira, na Chácara Forastieri. Foi uma churrascada por adesão, preparada por George Hauly, alvinegro e chef do buffet do Iate Clube, onde o almoço aos domingos está cada vez mais concorrido. O presidente do clube é Pedro Marques Garcia, farmacêutico na vizinha cidade. A entidade foi criada em junho do ano passado.
O estatuto foi aprovado pela diretoria do Corinthians Paulista.





