MILITÃO REPÓRTER
Uma previsão
sobre Saddam
O cirurgião dentista londrinense Ricardo Sathler, ex-professor da UEL, rotariano, integrante da Academia de Ciências, Letras e Artes de Londrina, enviou, há dois meses, para esta coluna, uma previsão sobre Saddam Hussein e o futuro do Iraque. Diz ele: A Guerra do Golfo (90-91), na verdade, ficou inacabada. Para uma avaliação mais exata do que hoje ocorre, seria bom examinar, com cuidado os acontecimentos de 1990 para cá. O conflito, vem, pois, de muitos anos e uma hora a tempestade desabará violenta. Saddam Hussein é manhoso, hábil e perigoso. Um osso duro de roer. Pelo seu passado, não me parece que esteja disposto, com sinceridade, a buscar conciliação. Mesmo que ele tenha, por um momento, algum sucesso, se continuar no caminho que tem trilhado, o resultado final não lhe será favorável. Persistindo em seus planos, atrairá o infortúnio um amargo fim para ele e para os que o apoiam de perto.
E prosseguiu Ricardo Sathler: Sendo assim, arrisco afirmar que algum acontecimento bélico mais sério poderá acontecer brevemente. Porém, o drama maior e mais contundente ocorrerá, possivelmente, no ano que vem, em 2003, e até o mês de julho, acredito. E, a partir daí, grandes problemas seguirão, por um largo tempo. Quem viver, verá.
n Com perdas de 158 milhões de dólares, os acionistas da Disney estão pedindo a cabeça do presidente Michael Eisner. Mesmo dispensando 4 mil empregados e fechando 50 lojas Disney-Store. A rede ABC de televisão, que pertence ao grupo, também está com problemas financeiros. Acumula 850 milhões de dólares de prejuízos. E o diretor comercial Robert Iger vai bailar!
n Nazareth Amaral, a personal-stylist do presidente Lula diz que está impressionada com a facilidade com que o novo Presidente da Republica aceita sugestões sobre que roupa usar em determinada ocasião. Ele ficou craque em dar nó estilo Windsor em suas gravatas Aramani e Aramis. E gostou muito dos ternos de Roberto Almeida e dos VR. E dos cintos Benutti. Em sua época, Fernando Collor usava gravatas Hermès. Fernando Henrique Cardoso só usa ternos de tweed.
Advocacia nos EUA
No jornal The Union-Tribune, jornal de San Diego, Califórinia, Estados Unidos, um anuncio de escritório de advogado especializado informa que os médicos estão preocupados com pessoas que tomaram os remédios Fen-Phen ou Redux e estão com graves problemas pulmonares. O anuncio fala em direitos legais e oferece o trabalho de seus advogados em todo o país norte-americano. A Ordem dos Advogados de lá permite este tipo de anuncio e até incentiva. Bem diferente daqui. Mas há advogados brasileiros, inclusive aqui na região, que acham que a OAB deveria reestudar certas proibições de divulgação do que eles podem oferecer à população.
Novo Livro
O livro Vivência de Fatos Históricos, da Editora Paz e Terra, de São Paulo, escrito pelo ex-deputado federal Léo de almeida Neves conta, em detalhes, a bem sucedida estratégia do general Golbery do Couto e Silva, conhecido como o cérebro político da Revolução de Março, para inviabilizar o retorno do PTB sob a liderança de Leonel Brizola, que voltava do exílio. O autor estará autografando o livro, dia 26, às 17h30, no salão nobre da Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba.
Em Nova Orleans
No Congresso da ADA, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, o dentista londrinense Walter Gomes de Oliveira, sua esposa Regina e o casal Rafael Baldacci (à esquerda), ele presidente da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas. Walter Gomes de Oliveira é membro da American Dental Association e tem comparecido a
todas as promoções ientíficas da entidade
Uma viagem ao Arizona
i O jornalista Marcelo Militão e sua esposa Andréa viajaram até a cidade de Phoenix, nos Estados Unidos ,para visitar o músico londrinense Valdir Bertipaglia que é professor da Universidade do Estado do Arizona. O casal também esteve em Orlando na Flórida e na cidade de Los Angeles.
i A passagem por Phoenix revelou um pouco das curiosidades de uma região americana que está em franca ascensão. A cidade fica no meio do Deserto de Sonorah, estado do Arizona - famoso pelos cowboys e suas façanhas. O clima é seco e a vegetação tem como marca o cactu com braços para alto (soguaro, segundo denominnação indígena).
i Cercada por montanhas e interligada a outras 20 cidades, Phoenix tem 4 milhões de habitantes. É uma região muito rica. Do restaurante giratório do Hotel Hyatt dá para observar o grande número de casas que compõe a megalópole. As mais próximas das montanhas são as mais caras. Há mansões avaliadas em 8 milhões de dólares. Também há centenas de condomínios horizontais. Muitos aposentados que moram no Canadá e no norte dos EUA compraram casas por lá. No inverno, eles deixam os locais muitos gelados e partem para Phoenix, onde ficam por alguns meses.
i Outro aspecto importante da cidade é a segurança. Os condomínios, mesmo os mais chiques, não tem muros altos. Não há câmeras de vídeo ou cerca elétrica. Em vários, o acesso é livre. Guarda ou porteiro praticamente não existe. Os moradores não necessitam de muita segurança. Assalto é raro na cidade. Até porque quem ganha menos, ganha 2 mil dólares por mês.
i A prosperidade pode ser vista no comércio. São 6 shopping centers. Todos maiores que o Catuaí. Alguns dos melhores resorts do mundo estão em Phoenix. O Princess é um deles, com sete quilômetros de extensão. Além de campo de golfe, quatro conjuntos de piscinas, vários restaurantes e bares o local agrupa mais de mil apartamentos. Do mesmo nível há outros oito na região.
i E a bonança não pára por aí. Os americanos de classe média alta tem, pelo menos, três carros na garagem. Por isso, para cortar o jardim da casa de um amigo americano, uma dupla de jardineiros cobrou 1000 dólares. Nada mal para uma tarde de serviço.
i O jornalista Marcelo Militão ficou impressionado com a estrutura da Universidade do Arizona. A instituição tem 50 mil alunos e prédio-refeitório tem seis andares. Em cada andar há várias lanchonetes, pizzarias e sorveterias. Em uma das salas de lazer para os estudantes, há dezenas de computadores com internet e um telão com DVD exibindo filmes. O mais interessante é a forma de premiar os professores: além de quatro meses de férias remuneradas por ano, a cada 7 anos o docente ganha um ano de folga.
i Phoenix tem vários estádios, ginásios e teatros de alta qualidade. O time de basquete joga no América West, um ginásio belíssimo. A equipe de beisebol joga em um estádio com teto móvel. Em caso de chuva ou frio, é automaticamente fechado. Um detalhe que precisa ser lembrado é que todas essas obras quase não tiveram a participação do poder público. Grandes empresas e pessoas ricas da comunidade doaram o dinheiro para que a construção fosse feita. Na Universidade do Arizona, o prédio da faculdade de música e o teatro com capacidade para três mil espectadores foram feitos com dinheiro de milionários que quiseram ajudar a instituição .
i Segundo contou o Bertipaglia, também há pobreza. Na periferia das cidades dá pra ver os estacionamentos de trailers. Várias famílias, especialmente de mexicanos, moram nesses veículos. Eles trabalham, mas não ganham o suficiente para comprar uma casa. Os americanos, como observou Marcelo Militão, só dão oportunidade para quem tem talento em alguma área. Os pobres que não conseguem bolsa para a Universidade, tem de cursar as faculdades comunitárias que são noturnas e dão pouca projeção ao aluno.
i Mesmo assim , o Arizona ainda é um bom negócio para quem gosta de se aventurar. Há poucos brasileiros (1500 apenas). Emprego não é algo muito difícil de conseguir. A única dica de quem mora em Phoenix: não entre nos EUA pela fronteira mexicana, via deserto de Sonorah. O risco de vida é muito alto. Os animais do deserto são muito perigosos. Aliás, o grande ladrão que age em Phoenix é um bichoso Falcão. São vários os casos de falcões que dão rasantes e com as presas levam pequenos cães para alimentar sues filhotes. Os donos ficam desesperados. A única defesa é não deixar os cachorros soltos no jardim de casa.
Muitos clientes do Sistema Financeiro de Habitação poderão receber dinheiro de volta, a julgar pela decisão recente do STJ, em Brasília, que mandou refazer os cálculos sobre as prestações pagas pela casa (ou apartamento) própria. O Superior Tribunal de Justiça mandou substituir o IPC-IBGE pelo BTN. O benefício será também para quem tem saldo devedor. Este assunto será alvo de palestra marcada para o dia 5 de dezembro, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil em Londrina, às 18h30, e será proferida pelo advogado Antonio Pereira da Silva. As inscrições poderão ser feitas pelo fone 3322-1104, que é o da OAB.
A Zanini Home Center está chegando a Londrina. Trata-se de uma empresa do grupo Bordignon, que vai ancorar a expansão do Catuaí Shoppng Center. O setor vai ocupar uma grande área: seis mil metros quadrados e terá um conceito inovador, segundo o estilo europeu. Terá grande espaço para materiais de acabamentos, decoração, jardinagem, etc. Uma nova grande atração para as mulheres sem dúvida alguma. O lançamento será dia 19, à noite, com as presenças de Mauricio da Rocha Neto, gerente nacional da Docol; Armando Zoergen, gerente nacional da Deca Metais e André Sati, diretor comercial da Amanco, entre outros executivos que etarão em Londrina. O Zanini Home Center será inaugurado em setembro do próximo ano.
A fisioterapeuta Adriana Paula Fontana e o advogado Richardson Carvalho (foto) casam-se dia 22, às 20h30, no Recinto Aruanã, em Londrina. São filhos dos casais Marlene-Osvaldo Fontana e de Jandira-Alfredo Carvalho. O pai da noiva é empresário do setor agrícola em Assaí. O pai do noivo é gerente comercial do Moinho Arapongas.
Valdir Bertipaglia, londrinense, jovem professor de música na Universidade Estadual do Arizona (de camisa escura) e Johnny, um amigo, que tem um loja para noivas em Phoenix. Valdir leciona e faz doutorado em contrabaixo
O cactus é o símbolo do Arizona, estado vizinho da Califórnia, do Colorado e do México, onde John Wayne fez a maioria de seus filmes. Bem próximo de Phoenix está uma das cidades cinematográficas do famoso ator, que é conservada até hoje como verdadeiro museu dos cowboys





