-- Marcus Vinicius Kotinda Zamboni, casado com Liliane, está em Londrina, visitando os familiares. Filho de Heley e Celina, ele e a esposa estão há quatro anos morando e trabalhando em Ina, Província de Nagano, no Japão. Os dois estão felizes lá. Trabalham o dia todo e ainda fazem horas extras. Mas ganham bem. Isso importa muito, pois são jovens e vão fazendo o pé-de-meia. O dinheiro que economizam mandam para o pai investir em Londrina.
-- A cidade de Ina fica numa região montanhosa, por isso é fria de abril a novembro. Neva bastante. Os carros chegam a ficar atolados na neve. Lembra Londrina dos tempos do barro: lá têm que usar correntes nas rodas dos veículos para sair da nevada. Marcus Vinicius me conta que há cerca de dois mil brasileiros em sua região. A maioria do Paraná e de São Paulo, todos trabalhando em indústrias. Ele é técnico numa indústria injetora de plásticos. Faz material para lentes, dvds, cds, máquinas fotográficas, filmadoras, etc. Ina, por ser cidade fria, favorece a indústria eletrônica. Tem mais ou menos 400 mil habitantes.
-- Ele é contratado de uma empreiteira, que terceiriza o trabalho para as indústrias. Todos são assim. Me contou que o plano de saúde é feito com a Prefeitura, para quem o beneficiário paga um carnê, de acordo com o que ganha. O atendimento médico, segundo ele, é muito bom. Dependendo do número de filhos, o cidadão paga de 80 a 100 dólares por mês de plano de saúde. E tudo é particular. O plano de saúde cobre tudo, funciona. Sem broncas, diz ele.
Mas não há previdência. Ficou doente, não ganha.
- Ina, em Nagano, conta Marcus Vinicius, é uma cidade boa, sem preconceito contra os estrangeiros. Todo final de semana, no verão, fazem churrasco com os amigos. E sukiaki também. Só que o molho de lá é mais doce do que o daqui.
Comem muito Yakiniko, que é um churrasco na chapa. Linguiça tem, mas só defumada.
- A colônia brasileira lê dois jornais: o Internacional Press e o JB de lá, que é o Jornal Tudo Bem. Feito por brasileiros, que estão muito bem. Eles assistem ao Jornal Nacional, da Globo, diariamente. No mesmo horário que aqui, só que 8 da manhã, lá. Chega a debater o noticiário com o pai, Heley, pelo telefone. Diz ele: a população lê muito porque tem dinheiro para comprar jornal.
- A Varig e a JAL patrocinam lá torneios de futebol dos dekasseguis, que são passageiros sempre. Marcus e a esposa conhecem o Japão todo. Viajam sempre de carro. Têm um Sefiro, da Nissan. Vão muito aos shoppings, que são sempre atraentes. A cidade de Ina é cortada ao meio por um rio. Os japoneses pescam muito. Ele afirma que caro lá é o gás de cozinha. E também o gás dos banheiros, cujas tarifas são 20 por cento mais altas no inverno.
- No Japão é cobrado imposto único de 5 por cento sobre tudo que você compra. Bebida alcoólica e cigarros já trazem o imposto incluso no preço. O imposto de renda é de 6 por cento, descontado em folha. Aqui no Brasil é o triplo! E nessa miséria que o povo daqui ganha! O imposto municipal é caro. Quanto mais você ganha, mais você paga para a Prefeitura. E a empreiteira sempre informa certinho o que você ganha.
- As estradas são todas de pistas duplas, bem sinalizadas e todas cobram pedágio. De Ina a Tóquio, cerca de 220 quilômetros, o pedágio custa 70 dólares.
- Os japoneses não gostam muito dos chineses e dos coreanos. Mas gostam muito dos norte-americanos e das coisas da França. Muito chato, conta ele: há filhos de dekasseguis entrando no furto de som de carros. Vários já foram presos.
- Há mercados, bares, açougues e até oficinas mecânicas de dekasseguis. Por isso, a vida do brasileiro no Japão está bem mais fácil agora. As lojas vendem muita coisa importada do Brasil e até os japoneses compram. Inclusive o bombom Sonho de Valsa. Oitenta por cento dos dekasseguis possuem automóveis.
- Os esportes favoritos dos nipônicos são o beisebol e o sumô. Os melhores ganham salários altíssimos, alguma coisa em torno de 600 mil dólares por ano..
O lutador de sumô chama-se sumutori. Há três torneios anuais e os ingressos chegam a custar 80 dólares. Interessante: a mulherada dá em cima dos caras do sumô, que pesam sempre mais de 270 quilos. Há dois havaianos que são dos melhores, e estão muito ricos. Casados com duas loiras! No sumô, quanto mais gordo, mais famoso fica o lutador.
- Ninguém percebe, mas há mais árabes do que brasileiros no Japão. São cerca de 500 mil. Os dekasseguis daqui chegam a 250 mil. Mas ganham bem menos do que os brasileiros e trabalham em serviços chamados pesados. Há muitos filipinos também, notadamente mulheres.
- Os londrinenses Marcus Vinicius e Liliane Zamboni já estão mais do que acostumados com saquê, sukiaki, sushi, sashimi, sumô, Skyline (o mais famoso dos carros esportivos japoneses), Sol Nascente, coisas do querido Japão!
Banzai Nippon!

Divulgação

Barbosa convida Brizola e Itamar O jornalista Barbosa Neto, atualmente no SBT, ex-candidato a Prefeito da cidade, deve falar hoje com Carlito, neto de Leonel Brizola, para dar sequência nos entendimentos para a visita do famoso ex-governador gaúcho e carioca e do governador mineiro Itamar Franco a Londrina. Como se sabe, Brizola (na foto com Barbosa, no Rio), tem visitado algumas capitais do País ao lado do ex-presidente da República. Barbosa Neto me disse também que sua esposa, a advogada gaúcha Ana Laura Lino, com quem reatou o casamento, encontra-se em Porto Alegre, preparando-se para o concurso de Juíza do Trabalho.


Amanhã no Bourbon O presidente do São Paulo Futebol Clube, Paulo Vasconcelos Amaral, chega amanhã a Londrina, a convite do Clube Brasil, para fazer palestra, sábado de manhã, no Hotel Bourbon, para os presidentes dos 28 clubes que integram o Campeonato Brasileiro da Série B, onde está o Londrina. Iran Campos, presidente do Londrina Junior Team, e Roberto Vezozzo, ‘embaixador tricolor’ em Londrina, oferecerão jantar a Paulo Amaral, en-petit-comité, no restaurante do Hotel Bourbon, amanhã à noite. Lá estarei cobrindo para a coluna e o programa Militão & Militão, pela TV Tropical. Na foto, quando da recente visita do presidente tricolor, Paulo Amaral ladeado pelos grandes são-paulinos Moaci Mendes, advogado, e João Bonifácio, no restaurante Rodeio. A bandeira do São Paulo estará hasteada amanhã no Bourbon, ao lado da do Londrina E.C.

Dixie Toga está pedindo a escritura

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