MILITÃO REPÓRTER
O Congresso Nacional acabou com a categoria dos juízes classistas, alegando que iriam diminuir despesas para o País. Só que agora o TST está nomeando juízes togados para os lugares dos classistas, o que aumentará as despesas em três vezes mais. Além do mais, chegou à direção da Ajucla, em Cutritiba, a informação, dada por advogados, de que há funcionários cumprindo funções que eram da representação classista.
Por outro lado, o Governo apoiou e aplaudiu o fim da instituição, mas não pagou até agora as URVs devidas a quem realmente trabalhou. São mais de seis anos de dívida. A Ajucla está com ação no Supremo.
O pior, comenta-se nos bastidores dos foruns trabalhistas, que há juíza trabalhista na região deixando os classistas remanescentes de fora das salas das audiências, numa evidente prova de desrespeito à Constituição Federal. Há juízes classistas em algumas juntas, cumprindo o final de seus mandatos. Confesso que até duvidei, mas vou verificar in loco e, se comprovado, darei os nomes. Com classista fora da audiência, ela deveria ser anulada. E mais: juiz de Direito não é ditador.
Dois advogados estão questionando se um representante sindical, que foi juiz classista,pode ser conzudio pela terceira vez à função. Que eu saiba o juiz classista só poderia cumprir dois mandatos de três anos cada. Mas em Londrina, dizem, há que está no terceiro mandato. Como é que ficam, então, as decisões dessa Junta? O Ministério Público do Trabalho será consultado a respeito.
Os Sindicatos não defendem seus representantes e ficam cada vez mais fracos. A representação classista foi perdendo sua força desde que alguns de seus juízes, em todo o Brasil, passaram a ser meros servidores de juízes togados. Na verdade, eles eram juízes federais por mandatos de três anos, depois de passarem por eleições nos sindicatos, federações, e pelo crivo de todos os cartórios militar, civil e penal e de serem escolhidos pelo presidente do TRT, com aprovação do Tribunal Superior do Trabalho.
Hatti e De Maria





