Metaleiros e punks com sotaque mineiro
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quarta-feira, 25 de julho de 2001
Karla Matida Enviada a Belo Horizonte 
O segundo dia de desfiles da Edição Belo Horizonte do Calendário de Moda ganhou do primeiro dia em animação e boas apresentações. Radicado no Rio Grande do Sul há cerca de um ano e meio, Jotta Sybbalena voltou à terrinha e a clientela amiga não deixou de comparecer.
Quem assistiu ao desfile de Jotta na Semana de Moda Casa de Criadores, em junho, diz que a versão mineira está melhor ainda. Pontos para o estilista, que tem a labareda como estampa ícone e sempre presente desde as primeiras coleções, em 95. E como o heavy metal é a inspiração, as estampas lembram as camisetas das bandas, e o metal em si dá o tom nos prateados holográficos.
Os tecidos vão do shantung de seda pura ao jersey e dão formas ora justas e secas, ora godês. Nos pés, as botas de cano alto ganham 18 fivelas (tem gente que tem paciência para contar) e bico fino. O sapato de bico fino e salto alto chega inspirado nos tênis.
Victor Dzenk abriu o dia de desfiles pensando em Marilyn Monroe, de quem era fã na adolescência (com direito a pôster no quarto e tudo). Então a palavra-chave é sensualidade, decotes e drapeados. Formas ajustadas em listras pretas e brancas, com toques de amarelo.
Elegantes mulheres de branco deram o início ao desfile de Mabel Magalhães, que divide o estilo da grife homônima com Cláudia Baggio. De terno branco bem cortado, a mulher joga charme com lencinhos listrados amarrados no pescoço. E quando usa camisas e regatas de bordado inglês fica ainda mais no clima do verão.
A estampa floral tem um quê de oriental e combina com o chiffon nas peças mais fresquinhas. O lastex também marca presença e ajusta ainda mais as formas aqui e ali. Além do branco, marinho, vermelho papaia e outras cores apetitosas que a grife chama de lima silvestre, orégano e milho verde.
No último desfile da noite, a Disritmia mostra toda a força do jeans, que chega rasgado, destruído ou então no listrado exclusivo da Vicunha. A garota é um pouco punk, mas usa pérolas no lugar das correntes. Usa microshorts com bolsa de matelassê, que fez sucesso com Chanel em décadas passadas.
Os frufrus (eles não poderiam faltar) também aparecem como aplicações românticas em vestidos e camisetas. A estampa traz referências de capas de discos de Bob Dylan e cartazes de filmes de Audrey Hepburn. O preto e o amarelo são os destaques da cartela de cores. Para aparecer em todo o Brasil.
A jornalista Karla Matida viajou a Belo Horizonte a convite da organização do evento


