Vestidos com um hábito da cor creme e com um escapulário marrom, no qual está desenhado uma cruz vermelha e branca, simbolizando determinação e pureza, um grupo de rapazes chamou a atenção das pessoas neste final de ano, com apresentações de música e teatro realizadas em diversos lugares públicos da cidade. Os rapazes fazem parte da Associação Internacional de Direito Pontifício Arautos do Evangelho, reconhecida pela Igreja Católica, e dedicam a vida ao trabalho evangélico.
Além de música e teatro, o grupo montou um presépio e fez apresentações do cenário, que conta com alguns efeitos especiais, diariamente no período que antecedeu o Natal. A demonstração do Presépio dos Arautos, Som, Luz e Movimento, foi feita até o último dia do ano.
Segundo Leandro Bonetti, um dos integrantes do grupo, todos os objetos usados na montagem do presépio foram doados pela comunidade. ''Nós sobrevivemos através de doações'', disse.
A associação foi fundada em 1998, em São Paulo, pelo maestro João Clá Dias, com a ajuda do Bispo Dom Emílio Pinhole. Depois se espalhou para mais de 40 países. Hoje conta com cerca de 80 casas em todo o Brasil. Em Londrina, o grupo é formado por 18 rapazes. ''Somos jovens leigos, mas de vida consagrada'', disse Bonetti. ''Nós seguimos os princípios de castidade, obediência e pobreza, mas não fazemos os votos'', esclareceu o rapaz. Podem participar da associação mulheres e homens, mas devem morar em casas separadas.
Sobre o objetivo e os projetos dos Arautos do Evangelho, Bonetti disse que eles trabalham principalmente com jovens. Um dos projetos desenvolvidos pela associação ensina a tocar diversos instrumentos. O grupo também ministra palestras nas escolas sobre as dificuldades enfrentadas pela juventude e apresenta a música como veículo de socialização. Outro projeto, o Futuro e Vida, também acontece em escolas. Além da música, os estudantes aprendem sobre teatro.
O trabalho mais visto pela população londrinense, destaca Bonetti, é a Pastoral da Visitação, realizada aos finais de semana. ''Nós vamos para a periferia e começamos a tocar na rua, em seguida visitamos todas as residências, levando uma palavra de apoio e conforto. As pessoas têm necessidade de alguém que as escute'', comenta Bonetti.

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