Depois de 12 anos de carreira na tevê, Luma Costa sente que vive seu melhor momento de trabalho. A atriz interpreta a desinibida Odete Roitman no seriado "Pé na Cova", da Globo, sua primeira inserção mais aprofundada na comédia. E divide cenas com Miguel Falabella e Marília Pêra, que vivem seus pais no programa. Mas um outro fator conta para chegar a essa reflexão: pela primeira vez, ela acredita que é vista de fato como uma adulta pelo público. "Sempre tive uma empatia forte das crianças e adolescentes. Mas até pela temática e pelo horário em que é exibido, 'Pé na Cova' me coloca em uma personagem mais madura", avalia.
E se a intenção é se mostrar com mais maturidade, a segunda temporada do seriado caminha junto com seus desejos. Se antes o fato de fazer par romântico com a cantora Mart’nália já mexia com questões polêmicas, a adoção do menino Sermancino, vivido por Gabriel Lima, veio temperar ainda mais esse lado. Na pele de uma mulher que se despe para clientes pela internet, Luma garante que enxerga a relação de Odete com o garoto como um dos pontos altos dessa leva de episódios, que se encerra esta semana. "Acho bacana a forma como se retrata. Existe o humor, é claro. Mas tem um lado muito sério sendo mostrado da postura dela como mãe. Não queremos levantar bandeira, mas acho que ajudamos a mudar a visão de alguns preconceituosos", defende.
A relação de Odete com Tamanco, mecânica interpretada por Mart’nália, aliás, teve uma repercussão que surpreendeu Luma. A atriz jura que, nas ruas, só ouve comentários favoráveis ao casamento lésbico. Ao contrário de críticas moralistas, a maior parte do público pede mesmo é pela felicidade do casal. "Olha, uma freira veio falar comigo! Isso sim me surpreendeu", diz, às gargalhadas.
É visível a empolgação de Luma com o trabalho na comédia. A atriz até já tinha participado de um quadro no "Zorra Total", com Francisco Milani, mas quando era adolescente. Agora, valoriza não só o fato de poder experimentar um gênero ainda desconhecido em sua carreira, mas também por trabalhar com o próprio autor de suas falas, Miguel Falabella. "Bate mais responsabilidade, só que essa proximidade também facilita na hora de entender o que se espera de nós ali", explica.

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