Thiago Lacerda lembra que, no Réveillon de 1999 para 2000 ou seja, no auge de seu sucesso de ''Terra Nostra'' , ele chegou a ver seu rosto estampado na capa das sete das maiores revistas do País. Isso sem contar o sem número de comerciais que fez. O ator garante, entretanto, que a fama avassaladora que o projetou como o maior galã da nova geração não mudou seus hábitos mais simples, como ir à praia, ao shopping, ou sair com os amigos. ''Só não vou às compras num sábado à tarde, ou à praia num domingo de sol, porque isso é 'programa de índio'! Não iria nem se fosse desconhecido'', debocha. Mas se a fama não fez a cabeça do ator, certamente ajudou a fazer sua conta bancária. Só no ano de 2000, estima-se que ele faturou mais de R$ 2,4 milhões, entre salário, eventos e comerciais.
Na ocasião, Thiago viveu um doce dilema: filtrar os trabalhos paralelos a que era chamado para fazer em troca de uma pequena fortuna. A medida exata entre a projeção e a superexposição na mídia é uma conta ainda desconhecida para o ator. Thiago sabe que, como ator, precisa aparecer, mas reconhece o risco de ter a imagem desgastada com o excesso de reportagens na imprensa e campanhas publicitárias. Por isso, passou a selecionar melhor as propostas que lhe chegavam às mãos. ''No começo, pequei pela inexperiência. Mas aprendi rápido'', admite o ator. Para, em seguida completar: ''Quem me critica por ter feito muito comercial, não imagina que recusei o dobro do que fiz e certamente não teve a mesma oportunidade que tive. Senão teria feito exatamente o mesmo''. Thiago perdeu a conta das vezes que pediu ''uma fortuna'' para protagonizar um comercial que, na verdade, não queria fazer. E, para sua surpresa, aceitavam bancar seu cachê. ''Aí eu tinha de fazer. Que jeito?'',
lamenta-se o felizardo bonitão.

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