Eles se conhecem há 17 anos e cerca de um ano e meio atrás decidiram montar a revista Zaz, produzida em Maringá e distribuída para as regiões norte e noroeste do Paraná. ‘‘Percebemos a carência da classe A na cidade’’, contam Rony Veltrini e Marceline Almeida, sócios da revista e amigos desde a adolescência. ‘‘Somos da terceira geração de maringaenses, gente que está voltando para a cidade e buscando agregar valores’’, explica Veltrini, que fez faculdade de jornalismo no interior de São Paulo.
Aliás, foi na época da faculdade, em 1991, que surgiu a idéia de uma revista para um shopping center paulista. ‘‘Mas o Plano Collor atrapalhou’’, lembra Veltrini. Com pós-graduação em Marketing, experiência na cobertura jornalística de eventos de moda como a São Paulo Fashion Week (ex-MorumbiFashion), Rony Veltrini também trabalhou com publicidade e foi proprietário da Velt, grife de malharia masculina. ‘‘Viajei todas as capitais do Sul e Sudeste do País’’, lembra Veltrini, que participava do Mercado Mundo Mix, um tipo de ‘‘shopping alternativo e itinerante’’.
Marceline também trouxe para a Zaz a experiência conquistada com o trabalho na confecção da família, além de também ter passado por grifes nacionais como Forum – da qual foi gerente da franquia maringaense, Happy e também TNG, onde participou da fundação da marca.
Na Zaz, a bagagem da dupla se transforma em uma planejada divisão dos trabalhos. Marceline cuida da parte comercial e administrativa e Veltrini, fica à frente da linha editorial e gráfica. A revista tem ainda uma terceira sócia, a empresária Néia Zampieri que foi decisiva na implantação do projeto, quando entrou com o capital.
Apesar da presença forte da dupla na produção da revista, os dois são categóricos ao afirmar que ‘‘a revista é do leitor’’. Por isso mesmo, eles sempre mantiveram a postura de desassociar a imagem da dupla à da revista. ‘‘E é essa a receita de sucesso, porque tudo é feito por muitas mãos e muitas cabeças’’, conta Veltrini, que recebe a colaboração de profissionais de Maringá, Curitiba e Londrina.
Com distribuição gratuita, a Zaz – que está na oitava edição – por enquanto é bimestral. ‘‘O objetivo a média prazo é torná-la mensal e com 120 páginas’’, planeja a dupla, que também quer ter alcance estadual. Hoje, os 12 mil exemplares são entregues apenas nas regiões norte e noroeste do estado.
‘‘Zaz é um som aberto e que não fecha, além de fazer referência à rapidez’’, diz Veltrini sobre a escolha do nome. Quanto ao público, a revista é direcionada para a classe AB, ‘‘de bem que com vida, que recebe informações sobre o que existe de bom em moda, beleza, decoração’’, explicam os sócios, que antes de lançar o projeto nas bancas realizou uma pesquisa sobre as carências do público alvo.

mockup