Giulia Gam é uma profissional decidida. Quando recebeu a sinopse de sua personagem Diva, de A Favorita, da Globo, resolveu de cara aceitar o papel, mesmo sendo questionada por determinadas pessoas, que consideravam o personagem periférico. ''Era apenas uma participação. Mas importante. Vi que eu tinha boas possibilidades ao desenvolver esse trabalho e não titubeei'', resume a atriz. O autor, no entanto, resolveu mantê-la na novela e criou várias histórias mirabolantes para ela.
Mas o prazer em fazer novelas nem sempre existiu. Quando iniciou a carreira, Giulia esnobava a televisão, queria viver somente de teatro. Chegou a chorar por aceitar fazer a Aline de ''Que Rei Sou Eu?'', seu primeiro folhetim completo na Globo, em 1989. ''A lavagem cerebral foi forte. Só me livrei dessas idéias há pouco tempo'', conta. Hoje, aos 41 anos, ela mais uma vez decidiu que pode se realizar profissionalmente em diversos projetos e confessa que adora receber o carinho do público nas ruas.
Filha de um engenheiro e uma psicóloga, Giulia Gam nasceu na cidade de Peruggia, na Itália, em 1966. Com apenas um ano de idade, a filha única Giulia se mudou com os pais para o Brasil. Aos 15 anos, já encenava em palcos paulistanos como protagonista na peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare.
Apesar do sucesso precoce, Giulia Gam queria mesmo ser médica. Como não foi possível, ela fica na torcida para que o filho Théo, de 11 anos - filho de seu casamento com o jornalista Pedro Bial - opte por essa carreira. ''Mas esses dias visitei uma exposição sobre o corpo humano com ele e senti que essa possibilidade é cada vez mais remota'', lamenta a atriz.
Ela jura que o estimula o mínimo possível a seguir sua carreira. Mas nem tudo está sob seu controle. ''Ele representa tão bem. Faz umas imitações muito engraçadas'', afirma a mãe-coruja, com um sorriso incontrolável.
E ao ser questionada se ele faz algum curso de teatro ou se poderia assinar um contrato longo com alguma emissora de tevê, ela rapidamente responde: ''Pelo amor de Deus!'', soltando uma gargalhada. ''Mas eu tento incentivá-lo no violão e na prática de esportes'', emenda.

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