Na pele de Izabel, Mariana Ximenes esperava verter um balde de lágrimas do início ao fim de ''A Padroeira''. No entanto, com as mudanças promovidas pelo diretor Roberto Talma na novela, o que era para ser drama virou uma comédia pastelão. E a lacrimejante mocinha dos primeiros capítulos deu lugar a uma versão de época da saliente Bionda, a personagem vivida pela atriz em ''Uga Uga'', que tinha mania de deixar seus noivos esperando no altar. A atriz, porém, jura que não se assustou com a metamorfose, e buscou uma motivação interna para a mudança de comportamento da personagem. ''Numa obra aberta, como novela, a gente precisa se preparar para o que der e vier. Eu me divirto com as cenas que gravo'', garante.
Mariana levou um tempo até aprender como respirar nos apertados figurinos de Izabel. Agora, ela se diz ''expert'' no assunto e ensina. ''Se a gente calcula mal, joga fora todo o ar e perde o fôlego na hora de falar. Mas se controlar o diafragma, dá para respirar quase naturalmente'', assegura. Mas os comportados vestidos da personagem não escaparam impunes às drásticas mudanças na obra de Walcyr Carrasco em busca da audiência. A tesoura desenhou decotes mais ousados, que realçam o busto da atriz e certamente agradam à parcela masculina dos telespectadores.

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