Hora certa
Cláudia Ohana canta desde a adolescência, toca violão e compõe. Mesmo assim, a atriz resiste em se lançar em uma carreira de cantora. A primeira oportunidade surgiu quando protagonizava a novela ''Vamp'', entre 1991 e 1992. Na pele da misteriosa Natasha, que era uma cantora internacional, Cláudia chegou a gravar uma versão de ''Simpathy For The Devil'', do Rolling Stones, para a trilha da novela. Mas não se empolgou a ponto de lançar um disco. Mesmo com grandes gravadoras fazendo propostas para ela. ''Tinha medo de parecer oportunista e acabei desistindo da idéia'', confessa a atriz.
Mas Cláudia nunca deixou de cantar ou fazer música na intimidade. No ano passado, após viver a prostituta Antônia na macrossérie ''A Muralha'', a atriz resolveu fazer pequenos shows em algumas casas noturnas do Rio de Janeiro. ''Sou modesta e não dou o passo maior que a perna'', afirma. Mesmo relutante, aceitou gravar uma versão de ''Um Girassol da Cor de Seu Cabelo'', de Lô e Márcio Borges, para a trilha de ''Estrela-Guia''. ''Só vou gravar um disco quando achar que tenho minha própria identidade como cantora'', avisa.
Com o convite para ''As Filhas da Mãe'', Cláudia resolveu não fazer mais shows e voltar apenas a compor no aconchego do lar. Isso mesmo podendo mostrar seus dotes vocais na pele de Aurora. É que a personagem tem a mania de imitar a personagem Gabriela de Jorge Amado para cativar Manolo e chega a cantar trechos do ''Tema de Gabriela'', canção composta por Tom Jobim para a novela de Walter George Durst. ''Isso foi mais um brincadeira do Sílvio, pois quando apareci me comparavam muito com a Sônia Braga'', conta Cláudia, que explica o motivo por não querer assumir seu lado de cantora. ''Dificilmente uma atriz consegue respeito como cantora. No Brasil é algo inédito ainda'', acredita.





