Silhuetas marcadas, jaquetas justas na cintura, saias abaixo dos joelhos e vestidos de cetim. Com sua coleção primavera-verão 2001, apresentada esta semana em Paris, Yves Saint-Laurent rende homenagem ao mestre Christian Dior, que, segundo ele, ‘‘lhe ensinou tudo’’.
Com esta volta às origens – YSL entrou na casa Dior em 1955, antes de suceder o mestre depois de sua morte em 1957 e fundar sua própria marca em 1961 – o estilista atualizou a moda dos anos 50.
As saias se tornam mais longas para cobrir os joelhos, as jaquetas ficam justas na cintura e são usadas com um cinto largo. As jaquetas curtas podem ser de inspiração militar e terminar em pontas ou arredondadas. Os ternos da linha masculina têm pantalonas largas.
Um ar de frescor sopra na passarela com blusas de organdi branco de mangas arredondas e estampas e bordados com motivos de frutas. Para a noite, as lantejoulas adornam smokings ou se espalham em formato quadrangular em vestidos de tule.
Com organza, o mestre Saint-Laurent realiza um suntuoso e vaporoso casaco largo, que se combina com um vestido com bustiê abotoado.
Com o cetim, a mulher de YSL se transforma em estrela, sobretudo quando as plumas de avestruz adornam um casaco amarrado ou quando o decote deixa as costas nuas.
Não houve vestido de noiva em sua coleção, apenas um conjunto de viagem para recém-casada, desfilado pela modelo e atriz Laetitia Casta acompanhada pelo próprio Yves Saint-Laurent na passarela. O estilista levava na mão um ramo de lírios, flor favorita de Dior.

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