Os encontros e desencontros do amor tornam a vida mais digna de ser vivida. Indecifrável, indefinível, incompreendido e muitas vezes não correspondido, o amor procura normas e formas para realizar seus desejos. Em última instância, quando nada consegue concretizar o sonho, apela-se para o divino, para o poder da fé. E, como manda a tradição, hoje é dia de muitas simpatias para o santo casamenteiro.
Sheyla, maringaense que prefere omitir o sobrenome, namora há quatro anos. Há dois colocou Santo Antônio amarrado em fitas coloridas dentro de uma jarra, de cabeça pra baixo, e prometeu que o retira de lá assim que for pedida em casamento. Como não é assim, ‘‘pediu, conseguiu’’, ela não desiste. Quer ganhar na canseira, pois Santo Antônio já está deve estar pedindo água de tanto ficar de pernas pro ar. Ela acredita que mais dia menos dia seu pedido será realizado. Aí o santinho volta à posição original.
Gloramar Bauab Calvo, quando jovenzinha, também fez suas simpatias. Numa meia-noite de 12 para 13 de junho, enfiou uma faca de cozinha numa bananeira, virou as costas e saiu sem olhar para trás. Ao voltar de manhãzinha, lá estava a letra H. Também pegou uma vagem de amendoim com cinco grãos, nem mais nem menos, e colocou embaixo do travesseiro. Sonhou com o futuro marido Hermenegildo (lembram a letra H?) Calvo, um amigo de família, na época, sem estar nos sonhos da adolescente. Hoje, viúva, mãe de três filhas, não duvida da força de Santo Antônio, e bem humorada confirma que ele é mesmo casamenteiro. Coincidências? Pode até ser, mas vale crer que a fé remove montanhas, ou melhor, arranja um marido.

mockup