O Governo francês decidiu combater a exploração do sexo na publicidade, uma tarefa difícil diante da exposição cada vez mais violenta ou degradante da mulher.
A secretária de Estado dos Direitos das Mulheres, Nicole Péry, apresentou anteontem um informe a respeito e propôs uma série de medidas para restaurar um pouco a dignidade feminina na próspera indústria publicitária.
Em uma recente pesquisa, uma francesa em cada duas se sente ‘‘escandalizada’’ com as imagens das mulheres representadas nas publicidades. A crítica vai desde o uso de temas violentos próximos à poronografia aos estereótipos redutores ou depreciativos sobre a psicologia feminina.
Um exemplo do tipo de publicidade perniciosa sob aparência de humor foi um anúncio que desencadeou na França uma campanha contra a apresentação degradante da imagem da mulher. Tratava-se de uma publicidade de creme de leite, na qual se utilizava um jogo de palavras entre bater o creme e bater em uma mulher. A campanha coincidiu com uma pesquisa que apontava que, na França, uma mulher em cada dez é vítima de atos de violência.
Frente a essas questões, o informe governamental defende ‘‘uma atualização das regras deontológicas’’ dos publicitários e das recomendações do departamento de acompanhamento da publicidade, órgão profissional de auto-regulação.

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