Futuro passado a limpo
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de janeiro de 2008
Ana Clara Werneck<br> TV Press 
Enquanto legiões de garotas bonitas sonham em se tornar estrelas de televisão, Viviane Victorette pensa em abandonar a carreira. Onze anos depois de sua estréia na tevê, como a Rosário de ''Mandacaru'', a bonita atriz quer voltar a ser uma ''pessoa normal, que pode ir ao supermercado tranquilamente'', como ela mesma define. ''Pode parecer um contra-senso, mas sou tímida. Não em cena, mas na vida. Ser artista tira um pouco a privacidade'', pondera.
No ar em ''Duas Caras'' como a caixa de supermercado Nadir, ela avalia de forma negativa a superexposição causada por três papéis no horário nobre da Globo, além de um ensaio de capa para a ''Playboy'', em 2005. ''Às vezes, acho que este mundo não tem nada a ver comigo. Quando penso no futuro, me imagino atuando como psicóloga'', conta a atriz, que está no terceiro período da faculdade de psicologia.
No entanto, em geral, Viviane jura que não faz planos e prefere ''deixar acontecer''. Isso fica claro em sua trajetória profissional intermitente, marcada por períodos sem trabalho. No início, ela conta, ficou chateada por não ter contrato renovado quando acabou ''O Clone'', na qual fazia a drogada Regininha. ''Na época, deveria ter contratado um assessor, alguém que falasse por mim. Mas fui ingênua, não soube negociar'', relembra. Com a maturidade adquirida ao longo do tempo, Viviane conta que passou a ''viver um dia de cada vez''. O que é uma vantagem, pelo menos no momento, já que o contrato atual com a Globo mais uma vez é por obra. ''Nem penso em quando acabar a novela. Se não ficar na casa, será bom do mesmo jeito'', consola-se.
A dúvida se continuará a atuar ou optará pela psicologia não impede, contudo, que Viviane se dedique com afinco ao trabalho que escolheu ainda na adolescência, quando morava em Fortaleza. Assim que chegou ao Rio de Janeiro, fez a primeira faculdade, de Artes Cênicas, além de vários outros cursos na área. Na época de ''O Clone'', se trancou em casa durante meses para poder estudar a fundo a vida dos viciados em drogas. ''Independentemente do que se escolhe, é preciso fazer direito'', afirma, completando que no momento gostaria de poder se dedicar mais à universidade.


