De posse de seu 'armamento' leve, Grazi Diez realiza um trabalho intuitivo, desenhando com luz, questionando e denunciando por meio de suas imagens. A londrinense que há seis anos trocou o Brasil pela Inglaterra, está sempre em busca de novos desafios profissionais.

De Londres ela já enviou seus registros para publicações como Vogue Brasil, Vogue RG, Vice, Revista Real, WinkMag, além de também trabalhar para empresas como BP, McDonald's, Coca-Cola Europa, Cinven, Junior Magazine, Sunday Times Magazine, Network Rail, Invensys, entre outras.

Só que a história profissional de Grazi Diez vai bem além desses trabalhos. Dedicada e, acima de tudo, competente, foi ao se arriscar a registrar universos tão distintos que ela lubrificou ainda mais sua porção retratista.

A primeira e, segundo ela, mais incrível experiência, foi quando mergulhou na cultura butanesa. No país asiático, considerado um dos mais fechados do mundo, a fotógrafa passou um mês traduzindo em imagens as diferenças culturais e momentos marcantes na história daquele povo.

''Preparei-me por muito tempo para essa viagem e acabei antecipando a data devido à coroação do novo rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck. Fotografei a cerimônia. Foi um momento mágico, marcado por muita superstição, mantras e tradição. Conheci a família real inteira e muitos plebeus desse reinado. O país tem fome zero, analfabetismo zero, índices de violência insignificantes e nenhum mendigo na rua. Não há registro de corrupção administrativa e o povo adora a família real. Felicidade é levada a sério no país, único no mundo a ter Gross National Happiness (Felicidade Interna Bruta) como política pública. Ao estado cabe prover as condições necessárias para que a população possa se concentrar na busca da felicidade, por meio dos ensinamentos budistas'', explica ela.

Leia mais na matéria da repórter Elaine Souza

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