Fôlego para dar e vender
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de janeiro de 2002
Karla Matida 
Que ele tem o sangue de comerciante correndo nas veias ninguém duvida. Neto de um dos fundadores da associação comercial de Ibiporã, Fernando Moya de Morais segue os passos da família e é hoje um dos presidentes mais jovens que a entidade já teve.
Mas antes de assumir tal cargo, Moya já foi guia turístico, liderando viagens no Brasil e no Exterior, festeiro um dos fundadores do grupo Pitcholocco que por dez anos comandou animadas festas na cidade e até empresário da noite, como um dos sócios do extinto Deck Café.
Na empresa do pai desde que se formou, há 10 anos, Moya foi assumindo aos poucos mais e mais responsabilidades até acabar tocando os negócios praticamente sozinho. Nunca consegui ficar parado, diz o empresário.
Por conta disso, sempre fez mais de uma coisa ao mesmo tempo. Foi assim na faculdade, quando estudava administração de empresas no período da manhã e direito à noite. E antes mesmo de terminar o curso de administração eu já estava fazendo pós-graduação, lembra.
Além de ser presidente da associação comercial, Moya também é presidente do Conselho da Comunidade e ainda faz parte do conselho do trabalho. Como sempre esteve envolvido com as questões de Ibiporã, ele diz que nunca pensou em se mudar para Londrina. Nem mesmo quando tinha de ir e vir duas vezes por dia, na época da faculdade. Teve um tempo em que eu fazia quatro viagens no mesmo dia, conta.
Isso em 97, quando era um dos sócios do Deck Café, misto de bar, restaurante e boate à beira do Lago Igapó. A noite é uma ilusão, tudo acontece muito rápido, conta Fernando. Vi gente que ganhou muito dinheiro na noite, mas hoje está lavando carro nos Estados Unidos, diz. Decidimos fechar o Deck porque para continuar funcionando teríamos que investir muito mais para transformar a casa ou só num bar ou boate, completa.
Mas nada de descansar. Com uma mochila sempre no porta-malas do carro, ainda continua a ir e vir entre Ibiporã e Londrina, onde participa de reuniões da associação de supermercadistas, eventos sociais e também sua a camisa literalmente. Faço ginástica todos os dias, conta Fernando, que vem até o Zerão para se exercitar.
Só que quando eu chego em casa, não penso nos problemas ou falo de negócios. É o mesmo quando vou viajar. Deixo tudo adiantado para não ter que me preocupar e aí me desligo de tudo, ensina. E viajar é uma das paixões do empresário. Quando estava no colegial eu é que organizava as excursões, até que a agência de viagens me contratou para ser guia turístico. Fui para o Rio de Janeiro, cidades históricas de Minas Gerais e até a Disney, nos Estados Unidos, lembra.
Outro assunto que gosta é a política, mas quando decidiu que iria se candidatar à presidência da Associação Comercial, Fernando Moya resolveu que não poderia misturar os novos assuntos com a política. Em 1998, assinou a desfiliação do PSDB partido que ajudou a fundar em Ibiporã. Se com isso acabaram as pretensões políticas? Não descarto a possibilidade, mas isso só no futuro, diz Moya, que garante que, por enquanto, só é candidato à reeleição na Associação Comercial.
Ele não nega que gosta de política e isso não é de hoje. Fui do PSDB Jovem na época da candidatura do Mário Covas à presidência, lembra o empresário, que chegou a dar carona para Fernando Henrique Cardoso. Fomos buscar a comitiva no aeroporto e o presidente acabou vindo no meu carro, conta.


