Hits de Manhattan

Lamentamos informar aos que andaram maldizendo a tolerância zero de Nova York que a medida do prefeito Rudolph Giuliani funcionou. Enquanto na maioria das grandes cidades brasileiras o crime mata mais que a Guerra do Vietnã e as pessoas mal têm direito à saúde, o nova-iorquino passeia sem medo, oferecendo ao turista até mesmo a possibilidade de circular com absoluta segurança no Bronx.


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É triste ver como o paulistano está trancado em casa (ou nos shoppings). Trânsito neurótico, ruas sujas e esburacadas, a pichação nos oferecendo a sensação diária de ingovernabilidade e abandono. Isto é São Paulo, uma das mais turbinadas cidades do mundo, nocauteada pela sua falta de educação e leis rigorosas.

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O político brasileiro que quiser garantir reeleição é só resolver, que seja um pouquinho, o problema da segurança. Tolerância zero, ainda que ao nosso modo: tudo o que é rigorosamente proibido e ligeiramente permitido, como disse Roberto Campos.

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Mas vamos a Nova York, para onde esta coluna viaja regularmente só para espirar as tendências e acontecimentos. O verão está explodindo, os bares e restaurantes cheios, a Broadway lotada, hotéis com ocupação máxima.

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Entre os espetáculos da Broadway, Contact é surpreendente, tanto que mereceu o Tony Award como melhor musical. Coreografado por Susan Stroman, o texto conta a história de um aristocrata, uma garota e um serviçal, com o clássico swinging, tudo magistralmente delineado através de danças e representações geniais. Pode-se dizer, sem medo de errar, que é uma das melhores opções da cidade.

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Britney Spears também andou circulando em Nova York ao lado de sua mãe e do namorado Justin Timberlake (da banda NSYNC). Passaram um dia inteiro escolhendo jeans e camisetas dos anos 70, que podem ser encontrados na What Comes Around Comes Around, o famoso brechó do Soho.

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Fala-se que no novo álbum de Mick Jagger, ‘‘Solo’’, há uma canção chamada Gun (revólver) dedicada a sua ex-mulher Jerry Hall. Sem citar nome, Mick fala que está com o coração partido porque a mulher que ama não quer voltar para seus braços. É como se tivesse recebido um tiro em seu coração.
Não parece ser verdade: Jagger tem sido visto circulando ao lado da modelo inglesa, Sophie Dahl, 23 anos, em atitudes bem românticas. De outro lado fala-se que seu romance com a venezuelana Vanessa Newman segue de vento em popa.
E Luciana Gimenez?

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Apesar da rua 46 (a Little Brazil) estar agonizando – o último a fechar as portas foi a Brasil Way, de José Webb – a festa de 7 de setembro, já tradicional, não deixará de acontecer. É quando brasileiros e americanos se confraternizam no Dia do Brasil. Desta vez a atração será Netinho, dia 2 de setembro. A comemoração vai se estender por 11 quarteirões na maior manifestação étnica de Nova York. A organização continua nas mãos de João de Mattos e do jornal The Brazilians, com Edilberto Mendes.

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Laurita Mourão continua desfilando seu rosário de aventuras. Rainha dos brasileiros em Nova York na década de 80, ela mantém aceso o espírito da liberdade. Atualmente, aos 75 anos, está apaixonada por um jovem de 25. Tem falado que a experiência proporcionada pela diferença de idade a torna mais atraente.
Para quem não se lembra, Laurita é filha do general Mourão, que ficou na história do Brasil na origem da ditadura Getúlio Vargas. E depois, no golpe de 64, sempre fiel às forças armadas e anticomunista roxo.
Laurita ficou famosa por ser muito emancipada na sua época, contando e citando nomes das suas aventuras amorosas. Seu livro de 1979, ‘‘À Mesa do Jantar’’, foi explosivo.

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Segundo pesquisa do Gallup, 69% do público norte-americano tem opinião favorável sobre o Brasil, contra 17% cuja opinião é desfavorável. O resultado demonstra aumento de dez pontos percentuais na percepção de imagem positiva do País nos Estados Unidos. Os resultados forma apresentados pela embaixada brasileira num evento com a presença de especialistas em sondagem de opinião, acadêmicos, empresários e membros de organizações governamentais.
Os brasileiros radicados em Nova York colocam em dúvida esses resultados. Não é exatamente o que ouvem no dia-a-dia dos americanos.

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