Logo após os atentados nos Estados Unidos, um e-mail da assessoria da agência de modelos Marilyn avisava os jornalistas que as modelos brasileiras em Nova York estavam bem, incluindo a londrinense Michelle Alves. Alívio. Mas nem a mesmo a comunicação cibernética ou os telefonemas trocados bastaram. Esta semana, ela desembarcou em Londrina para ''acalmar'' todo mundo, disse Michelle, que já está na Europa para os desfiles de Paris e Milão.
Descoberta num concurso em 1996, Michelle conta que só há dois anos decidiu se dedicar apenas à profissão de modelo. Até então ela se dividia entre os trabalhos e as aulas chegou a cursar um ano do curso de Engenharia Civil. Com uma carreira mais voltada as passarelas, campanhas publicitárias e revistas internacionais, Michelle acaba fazendo poucos trabalhos no Brasil. ''Eu prometi para o pessoal da minha agência brasileira que passaria mais tempo por aqui'', lembra a modelo.
''Decidi ser modelo não para aparecer nas revistas, e sim para poder viajar'', explica Michelle, que já trabalhou em quase todos os cantos do mundo, da China à Austrália, da Tailândia à Suíça. ''Falta conhecer a África'', diz a modelo, que sonha em fazer algum ensaio fotográfico por lá.
Aos 20 anos, Michelle conta com uma ''experiência de vida que poucas pessoas nessa idade tem'', diz ela, que é fluente em francês, italiano e inglês. ''Levo uma vida muito diferente'', conta. ''Quando é que eu poderia imaginar que um dia estaria assistindo a um show do Michael Jackson lá na sexta fila, tão pertinho'', lembra a modelo, que na semana passada estava na platéia do show comemorativo dos 30 anos de carreira solo de Jackson. Coincidentemente, ela também comemorava aniversário.
E foi por causa do show e do aniversário na noite anterior que a modelo acabou acordando mais tarde na terça-feira. ''Quando acordei às 10 horas, vi que tinha sete mensagens na secretária eletrônica'', lembra a modelo que recebeu recados para não sair de casa. ''Liguei a televisão e não saí de casa por uns três dias'', explica Michelle, que acabou hospedando outras modelos que não puderam voltar para seus apartamentos que foram interditados por medidas de segurança.
''Este ano, eu tive a sorte de poder voltar para o Brasil todos os meses'', conta Michelle, que não perde o vínculo com a terrinha e a família. ''Eu tenho a segurança de saber que se por acaso algo não der certo e eu tiver que voltar, minha família vai me receber de braços abertos'', afirma a modelo que sempre ouve histórias de colegas que não têm a mesma sorte.

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