Simpatias para garantir sorte, amor, paz e dinheiro no ano novo? Todo mundo tem sempre uma na ponta da língua, mesmo que não seja adepto ou não acredite. Quando o relógio bater as doze badaladas e indicar a chegada de um novo milênio, cidadãos vão estar divididos entre cumprimentar os familiares amigos e também ocupados em cumprir os rituais que são tradição na família, ou acabam de ser descobertos – indicação de um amigo, ou matéria no jornal. Para alguns, comer lentilhas traz muita sorte. Outros acreditam que se chupar uvas (sempre em números ímpares) para guardar as sementes na carteira, o dinheiro não vai faltar durante os próximos doze meses.
Banhos de mar garantem boas energias? Então conte até sete, entre um pulo e outro nas ondas do mar. Não tem nenhuma praia por perto? Um banho de sal grosso também surge como opção.
A Folha Gente ouviu alguns paranaenses para descobrir como e onde vão passar a virada do milênio. Roupa nova, mentalizações positivas, água do mar estão entre as opções para quem já faz planos para o ano 2001 que está chegando.






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‘‘Eu já passei sete anos praia pulando as sete ondas, mas agora vou passar a virada em Maringá, com a minha família, com as pessoas que eu gosto’’, explica o jornalista Rony Veltrini. ‘‘Independente da cor da roupa, aposto na mentalização positiva’’, diz Veltrini, que acredita que todos os rituais de sorte são como aquele barbantinho que as pessoas costumavam amarrar no dedo para lembrar de algo. ‘‘Eles servem para que a gente se lembre de ter bons pensamentos’’, explica. ‘‘O que vale é a intenção. Acredito que os bons pensamentos nos trazem bons frutos. E o contrário também acontece’’, diz. ‘‘Se a roupa não for nova, que seja uma com que a pessoa tenha passado bons momentos’’, ensina.
• Rony Veltrini, editor da revista Zaz.






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O artista plástico Carlos Vinícius Sato diz que não precisa estar necessariamente na água, na virada do ano, mesmo assim, não dispensa estar em uma praia no réveillon. Para começar o novo milênio, Sato optou pelas praias de Florianópolis, onde estará ao lado dos amigos. ‘‘Eu é que quero criar as oportunidades’’, explica o artista, que afirma que não vai se preocupar com simpatias ou superstições. ‘‘O que me interessa é entrar numa coisa nova, o início de um novo ciclo’’, completa.
• Carlos Vinícius Sato, artista plástico.




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O empresário Fernando Moya passou o réveillon 2000 nas praias do Rio de Janeiro. ‘‘Foi a primeira vez que passei na praia’’, conta. A experiência foi tão boa, que ele vai repetir a dose, desta vez nas areias de Camboriú. ‘‘Este ano foi um ano muito bom para mim e por isso vou tentar repetir’’, explica Moya, que vai distribuir raminhos de arruda (contra o mau olhado) para os amigos e familiares. ‘‘A energia na praia é diferente’’, garante Moya, que estará de branco, como nos anos anteriores.
• Fernando Moya de Moraes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ibiporã.





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‘‘A passagem de ano é o momento mais vibrante do ano, porque em todos os lugares do mundo as pessoas vão estar pensando positivamente’’, explica a empresária Vera Giatti, que escolheu o Rio de Janeiro para aguardar o novo milênio. ‘‘Mas vai ser tudo muito simples, sem penteados ou brilhos’’, diz Vera, que vai fugir do agito da praia de Copacabana e ir para Ipanema, onde irá ofertar rosas para Iemanjá. ‘‘Antes da virada, eu faço uma meditação e traço metas pessoais e profissionais e escrevo tudo em um papel’’, conta. ‘‘É interessante olhar depois e ver as coisas que consegui realizar’’, explica.
• Vera Giatti, empresária.









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‘‘Eu não sou supersticiosa, mas procuro sempre acordar com o pé direito’’, conta a empresária Fátima Nonino, que também vai receber o ano novo com o pé direito dentro da água, nas praias de Florianópolis. ‘‘Sempre passo a virada na praia, porque o mar me relaxa e me traz novas energias’’, explica Fátima. ‘‘Nem sempre visto branco, mas este ano escolhi uma roupa branca’’, conta. ‘‘A calcinha vai ser nova, e como em todos os anos, um presente do Arthur (marido)’’, diz. Ritual? ‘‘Disseram que comer romã dá sorte, então eu vou comer’’, lembra.
• Fátima Nonino, empresária.












Quando era pequeno, o músico Ricardo Lima sempre ouvia a mãe pedir que ele não usasse a roupa nova, que deveria ser ‘‘guardada’’ para o Ano Novo. Talvez por isso, tenha cultivado o hábito de estar sempre de roupa nova na virada do ano. ‘‘Gosto muito de azul e branco, mas a cueca tem que ser sempre vermelha’’, explica, Ricardo, que irá passar o réveillon do milênio em Caiobá.
• Ricardo Leandro Rebelo Lima, saxofonista da banda Skuba.

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