Fazendo a diferença
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sábado, 20 de agosto de 2011
Elaine Souza <br> Reportagem Local 
''É contagiante, parece um fermento. Quanto mais bem você faz, mais bem você quer fazer''. A frase é de Jeanina Scalon Cotello, presidente da ONG Viver, entidade que hoje ajuda 240 crianças que lutam contra os mais diversos tipos de câncer.
Nina, como é conhecida, se enquadra no time de voluntários que ajuda o próximo sem pedir nada em troca e que, apesar de ter um dia atarefado como nutricionista, disponibiliza parte de seu tempo para praticar um gesto tão significativo.
''Sempre tive esse lado solidário. Ficava comovida com coisas tristes que via. Minha família também me norteou muito quanto a isso. Meus pais me ensinaram muito sobre o lado do respeito ao próximo e da solidariedade'', conta.
À frente da ONG Viver há quase uma década, onde passou por vários cargos até chegar à máxima responsabilidade, ela concretizou grandiosas láureas, como a construção de uma casa para atender às crianças e seus familiares, bem como a compra de um carro para a instituição.
''Construímos essa casa com a promoção do McDia Feliz. A mantemos com doações e promoções. Contamos com a ajuda de muita gente. Nossa intenção agora é ampliá-la e esperamos fazer isso com o que vai ser arrecadado com mais uma promoção do McDia Feliz, que será neste dia 27 de agosto. Já vendemos mais de 7.500 tickets. Isso é a prova que o londrinense é um povo solidário'', comemora ela.
Conhecido e respeitado em toda região, o trabalho da ONG Viver foi agraciado recentemente com o ''Prêmio Solidariedade''. Nina, por sua vez, recebeu uma menção honrosa por um trabalho feito como nutricionista da organização não-governamental, durante o Fórum de Oncologia Pediátrica, no Rio de Janeiro.
''Esse prêmio mostra a seriedade do trabalho da ONG. Sempre gosto de frisar que aqui ninguém sobe em palanque eleitoral. Além de todas as doações, contamos muito, graças a Deus, com a ajuda da mídia. Muita gente acha que pagamos por isso, mas não é verdade. Os meios de comunicação nos ajudam e não cobram nada. Não teríamos condição de bancar'', explica.
É ao conhecer os limites da tolerânia alheia às adversidades, geralmente muito mais amplos que o dela - e o da maioria das pessoas -, que Nina se fortalece. Sua capacidade de compartilhar do sofrimento de outras pessoas e, literalmente, colocar a mão na massa para ajudá-las, ultrapassa o âmbito da ajuda financeira.
''Para manter essa casa precisamos de R$ 15 mil mensais. Temos funcionários e, entre todos os gastos, nossa despesa com farmácia e cesta básica para as famílias é grande. Às vezes, precisamos de R$ 800 para pagar uma conta e não temos, quando, de repente, alguém bate aqui e faz uma doação grande. Vejo isso como as mãos de Deus. Mas sempre friso que aqui também precisamos de voluntários. As crianças ficam felizes e esperam que as pessoas venham. Não adianta vir uma vez ou vir pagar promessa, pois as crianças se apegam e esperam que a pessoa volte. Nós também nos apegamos a elas. O amor e carinho que elas precisam e recebem não têm preço.''
Diante dessa tarefa em uma entidade tão exemplar, a presidente da ONG Viver deixa o recado valioso que, ''apesar de todas as pedras no caminho, sempre vale à pena lutar e, desistir, por mais portas que você encontre fechadas, jamais''.
''Uma frase de Madre Teresa de Calcutá rege a minha vida. É ela: O que eu faço é uma gota de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor. O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.''


