A família Fasano comemora 100 anos de Brasil expandindo as fronteiras do sobrenome milanês que virou marca da alta gastronomia paulistana. Até janeiro, inaugura o Jardim de Inverno Fasano no Plaza Iguatemi, o mais novo e luxuoso edifício da Faria Lima, avenida que hoje abriga grandes empresas e instituições financeiras em São Paulo. A intenção é reeditar uma casa que fez história na noite paulistana.
Em março, dando sequência às comemorações, a família somará a comida do mais famoso restaurante da cidade à hospitalidade, com a inauguração do Hotel Fasano, nos Jardins. Nos dois empreendimentos, conquistaram como sócio João Paulo Diniz, um dos herdeiros do Grupo Pão de Açúcar, há quatro com lugar cativo na mesa dos Fasanos e uma fatia de 30% dos negócios.
Só o hotel consumirá R$ 40 milhões. No saguão, terá dois templos da vida paulistana, o próprio Fasano e o Baretto, que dividirão espaço com o lobby que comercializará diárias ao preço médio de US$ 300. Na Avenida 9 de Julho, bem em frente ao Parigi, outro restaurante da grife, vão inaugurar bar e casa de vinhos.
De quebra e pela primeira vez, a família hoje capitaneada por Fabrizio Fasano, de 67 anos, arrisca sair dos limites de São Paulo para instalar, no próximo mês, o Gero Café na carioca Ipanema, na Rua Redentor. O empresário carioca Alexandre Accioly, que vendeu a empresa de callcenter QuatroA para a Telefônica criar a Attento, é o sócio nesse negócio.
Hoje, o pecado capital de frequentar um dos endereços da família Fasano, Parigi, Gero, Gero Café ou Baretto, Sao Paolo não é propriamente o da gula, que essa os pratos da boa comida satisfaz plenamente, mas o da avareza. Afinal, sem um cartão de crédito quase sem limite ou uma carteira recheada será impossível ao comensal sentar-se à mesa e degustar, em copos de cristal, os líquidos preciosos da adega da qual essa família tanto se orgulha.
É quase incontável o patrimônio imobilizado que os Fasanos mantêm na forma de garrafas de vinhos de safras históricas ou de origem e castas nobres a exemplo dos Château Lafitte Rotschild. Na adega, etiquetas nas prateleiras identificam homens de negócio e sociedade e dão a dimensão do poder de cada um pelo número de garrafas e rótulos, mantido em segredo. A discrição, ensina Fabrizio, é vital nessa atividade.
São esses requintes da boa mesa, reforçados pela qualidade, que Fabrizio garante estar atento para que seus filhos não os percam. Os filhos Fabrizio (bebidas), Rogerio (restaurantes) e Andrea (buffet) são representantes da quarta geração da família e estão à frente dos projetos de expansão. São todos descendentes de Ruggero, irmão de Vittorio, o patriarca que trouxe o sobrenome ao País. Hoje, as casas da família, sem contar o buffet de Andrea, servem 30 mil refeições mensais.

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