Falta inspiração aos homens.
Uma semana difícil para os brasileiros, ou melhor, mais uma. A perda do governador Mário Covas deixa o País cada vez mais órfão de pessoas que estejam falando a verdade e que cumprem o que dizem. Fica difícil hoje podermos confiar em alguém. Dá até para pensar que as pessoas não são fiéis a algum estilo de vida porque não têm tempo para se inspirar. Ou porque não se sentem estimuladas, porque não vêem solução para um País que é pobre em exemplos de vida. Covas era um homem comum, que cumpria o que dizia, e por isso, em meio a tantos pavões, acabou se tornando especial. Só que ele era como todos deveriam ser: inspirado. Quando falo nisso, penso em vontade de fazer algo que realmente traga um resultado na vida das pessoas e não no que se vê todos os dias, pessoas que agem mecanicamente porque os outros também o fazem.
Quando chegamos à conclusão de que, a cada momento, cada célula do nosso corpo necessita de alegria, de busca para continuarmos a viver, podemos perceber que este é um milagre constante em que só nós mesmos controlamos em nossas vidas. Em alguns casos, a doação é tanta que como no caso de Covas a vida se esvai, mas pelo menos ele destacou-se, não foi um medíocre, alguém que passou por aqui sem deixar nenhum legado.
Mas o mais importante desta lição é que não precisamos ser ricos, famosos ou termos nos destacado em algo muito grande. Temos que ser presentes, inspirados em tudo aquilo que está ao nosso alcance, independente da situação e principalmente quando estamos perto de pessoas que precisam de nossa luz. Se soubermos doar esta luz com cuidado, poderemos passar adiante a febre da inspiração e, quem sabe, melhorar um pouco o nível de nossas relações.





