‘‘Dom a gente tem que aproveitar’’, explica Fernanda Giúdice, que deixou as artes para se entregar à paixão pela culinária. De volta a Maringá depois de anos entre o Rio de Janeiro e São Paulo, Fernanda está iniciando uma apaixonada carreira de banqueteira.
Depois de cursar faculdade de Belas Artes no Rio e de trabalhar na equipe do decorador Sig Bergamin em São Paulo, ela se volta para as panelas e os temperos e traz para Maringá um serviço que os paulistanos estão chamando de ‘‘banquete delivery’’, quando os chefs de cozinha vão até a casa de pessoas que não tenham tanta intimidade com as panelas, mas que queiram oferecer algo especial para os convidados.
‘‘Estou oferecendo um serviço diferenciado’’, explica Fernanda, que cuida desde as compras de supermercado até os arranjos de flores que irão decorar a casa. ‘‘Hoje em dia a dona de casa já não tem mais esse tempo e muitas vezes paciência para esse tipo de coisa’’, afirma. De acordo com a banqueteira, com a globalização, tudo ficou muito igual, inclusive na cozinha. ‘‘A comida também tem moda’’, diz.
O toque diferente então fica por conta das receitas da família de Fernanda. ‘‘Na verdade não são nem receitas, porque não tem muita coisa escrita, mas sim são modos de fazer’’, conta. ‘‘Fui aprendendo com a minha avó e a minha mãe’’, diz a banqueteira, que gosta de cozinhar como se fazia antigamente.
‘‘Na cozinha à moda antiga, as coisas eram mais elaboradas, mais gostosas’’, explica Fernanda, que leva cerca de seis dias para preparar uma sobremesa de doce de abóbora. Para um jantar para 50 a 60 pessoas, são necessários de dois a três dias de preparativos. ‘‘Gosto do arroz lavado de véspera’’, explica.
Uma das preferências na hora de cozinhar são as carnes assadas, principalmente as chamadas exóticas, como o avestruz e o javali. ‘‘Eu gosto e sei preparar’’, explica Fernanda, que acredita que ‘‘aquilo que a gente faz com paixão faz bem feito’’, completa. Mas o cardápio do banquete é preparado de acordo com as vontades do anfitrião. ‘‘Cada um sabe o que quer’’, explica.
Entre as receitas da banqueteira, predominam pratos da culinária francesa e da italiana. ‘‘Mas tudo é adaptado ao gosto dos brasileiros. Hoje em dia a comida é mais leve, mais suave’’, conta. Para Fernanda, é preciso ter ingredientes de qualidade e muita higiene. Mas é claro que tudo tem que ser temperado com uma boa ‘‘mão’’ para a cozinha.
Por enquanto ela está oferecendo o serviço apenas para as amigas. A idéia é ir crescendo aos poucos. ‘‘Mas eu ainda vou ter um restaurante’’, planeja Fernanda.

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