EMPRESAS COM BOAS MANEIRAS
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de junho de 2001
Carmen Kley De Londrina 
Educação cabe em qualquer lugar. Especialmente no trabalho, que é onde a maioria das pessoas passa a maior parte do tempo. Algumas regrinhas básicas e às vezes adaptáveis a cada caso podem tornar o relacionamento na empresa mais harmonioso. E, consequentemente, melhorar o rendimento dos funcionários.
É o que defende Maria Inês Chimentão, 31 anos, professora de Etiqueta no Trabalho. Ela dá cursos no Serviço Nacional de Apendizagem Comercial (Senac) e a empresas privadas. Etiqueta profissional envolve desde o modo de vestir-se até a forma de tratar superiores, subalternos e pessoal de fora da empresa, explica. Segundo Maria Inês, espírito de colaboração é condição imprescindível para que um grupo de trabalho obtenha bom resultado. O funcionário prestativo não confundir com o bajulador credita pontos a seu favor e a favor da empresa, afirma.
Assuntos pessoais devem ser evitados em ambiente de trabalho. Prestar serviços ou trocar amabilidades não nos torna íntimos, argumenta. Entrar em rodinhas de fofoca, então, é uma prática que Maria Inês condena veementemente: Quando alguém estiver fofocando a respeito de colega ou de superior, resista e cale-se, sugere.
Gritar é estritamente proibido. Nem o chefe ao dar ordens, nem o funcionário ao falar com alguém que está distante, para economizar tempo. Em hipótese alguma. Os puxões de orelha pelas tarefas mal cumpridas não devem ser dados na frente de todos, e as tarefas bem realizadas merecem elogios, sempre.
Para Maria Inês Chimentão, o deslize mais frequente nas empresas está no relacionamento com o público externo. As telefonistas, as recepcionistas e as secretárias são de fundamental importância por formarem a linha de frente de uma empresa. Por isso devem ser muito bem treinadas e valorizadas, sustenta. Segundo a professora, não basta que a equipe da linha de frente seja educada. Precisa também, e sobretudo, ser bem-informada sobre quem é quem na empresa e quem resolve o quê.
Algumas palavrinhas e expressões são imperdoáveis: quem deseja?, quem gostaria? e o horrendo daonde? ao telefone, querido/querida, meu bem em qualquer situação. Em apresentações, dizer encantado caiu em desuso. Obrigado e por favor continuam em alta.
Quanto à apresentação pessoal, Maria Inês recomenda: o certo é não chamar a atenção. Usar aquele tailleur estilo secretária executiva ou estar sempre de paletó e gravata não significa estar causando boa impressão. Analise o seu ambiente de trabalho e evite as minissaias, barriga de fora e os decotes (as mulheres), os bonés e as bermudas (os homens). Chinelo tipo rider é deplorável.
Segundo Maria Inês, a calça masculina deve cobrir o peito do pé e não ficar sobrando atrás. É imperdoável um homem andar com o vinco da calça amassado, acrescenta. A manga da camisa deve ficar dois dedos além da manga do paletó. Meia branca só para profissionais que usam sapato branco, como médicos e dentistas, ou para a hora do esporte. E gravatas não devem ultrapassar a fivela do cinto, enumera. Outra dica da consultora: Tanto o homem quanto a mulher devem evitar certas combinações, como calça clara com blazer escuro, porque encurta a silhueta.
No mais, ensina Maria Inês, valem as regras básicas da boa educação. Aquelas que se aprendem desde a infância e que servem para qualquer ocasião.


