ELISIÊ PEIXOTO - LONDRINA
ELISIÊ PEIXOTO - LONDRINA
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O que há de mais novo no mundo em tendências de design de móveis estão presentes na Conceito Bruschi, que inaugurou quinta-feira mais um ambiente, desta vez assinado por Alexandre Moreira e Cláudia Grassano. O evento, organizado pela empresária Graziella Bruschi Sperandio, pretende trazer até dezembro as melhores propostas apresentadas nos grandes salões de decoração nacionais e internacionais, inclusive no recente Il Salone de Milão (Itália). As peças com linhas contemporâneas e em vários estilos são ambientadas por arquitetos e decoradores de Londrina e região. A exposição pode ser conferida no espaço da Bruschi da Avenida Higienópolis e todos os meses serão apresentados dois novos ambientes assinados por profissionais diferentes. Nos flashes de Karina Yamada, lances dos presentes à exposição Conceito Bruschi inaugurada quinta-feira. 1.Graziella Bruschi. 2.Cláudia Grassano e Juliana Meda. 3.Marlene Grassano e Fábio Meda. 4.Alexandre Moreira e Henrique Brunelli. 5.José Augusto Sperandio
Encontro
Cerca de 3 mil estudantes de Medicina de todo o Brasil estarão reunidos até terça-feira, para o 31º Encontro Científico dos Estudantes de Medicina, que acontece no campus da Universidade Estadual de Londrina. A organização do encontro é do Centro Acadêmico Samuel Pessoa - do curso de Medicina da UEL, e da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina, entidade promotora do encontro. Sob o tema Interiorizando-se Rumo a Novas Conquistas o 31º ECEM é o primeiro a realizar-se fora de uma capital e é o maior encontro estudantil já visto na UEL.
CÁ PRA NÓS
Quem olha para fora sonha.
Quem olha para dentro acorda
Elisiê Peixoto
Pediram-me para escrever sobre mulheres. Então me lembrei do que uma terapeuta afirmou num programa de televisão e que naquela época, me ajudou tanto a resolver algumas questões pendentes no meu coração. Ela disse que existem mulheres que passam boa parte da vida, depois de casadas, engolindo o mundo antes que o mundo as engula. E isso não serve apenas para as casadas, mas para as solteiras e separadas. Trocando em miúdos, passam os dias comendo de tudo, avançando geladeira, em frente à televisão, engordando e se esquivando do mundo lá fora. Na realidade, mulheres assim são as eternas boazinhas, aquelas que aceitam tudo de todos sem discutir, que deixam de ter vida própria. E depois de um longo tempo acordam para a realidade.
A mulher que olha para fora sonha e a que olha para dentro acorda. E a gente tem uma tendência a se esquivar da realidade criando situações que só existem na nossa cabeça, o que mascara qualquer situação de desconforto. Eu sempre digo que quando nos encontramos face a face com o nosso eu, a vida ganha cores. Foi assim comigo. E as pessoas que convivem com você notam uma mudança para melhor.
A melhor definição que eu já escutei sobre a atitude de uma mulher corajosa e de valor é essa: podemos ser uma boa pessoa e não apenas uma pessoa boa. A mulher que passa a vida em função dos outros, buscando agradar em toda e qualquer situação, dando tudo o que tem sem pedir nada em troca, deixa de existir para si mesma. E um dia certamente ela acorda e vira a mesa. Por isso há tantas separações e frustrações ao longo da vida.
A nossa independência emocional deveria ser a base de qualquer relacionamento amoroso. E isto não significa que não amemos nosso parceiro, que não queremos estar com ele ou que levantamos a bandeira do feminismo. Só que a mulher deveria e deve se dar o valor que realmente tem. Se nós ficarmos dependentes de qualquer relação, se a vida da gente for centrada na vida do marido ou do namorado, boas oportunidades passam por nós e não voltam.
Tenho comigo um pensamento que diz mais ou menos assim: As ondas do mar arrebentam uma por uma. Aquela que deixamos de pular vai embora e não volta nunca mais. E aí? Vamos passar a vida ignorando as oportunidades boas, imaginando que lá na frente, daqui a 20 anos, elas vão aparecer novamente, numa outra fase? Isso é utopia.
O processo desta transformação, de quando a mulher sai do casulo e resgata o eu adormecido é dolorido. Porque mulher é assim mesmo. A gente acaba assumindo um compromisso de total dedicação ao casamento, aos filhos, e romper com isto exige coragem. Passar a vida apenas se dedicando aos outros, sem abrir espaço para as próprias vontades é o típico mecanismo de defesa da mulher infeliz. O medo de fazer desabar o castelo encantado da família faz com que ela desabe por dentro. Separar e casar-se novamente é muito possível. Mas erguer aquilo que foi derrubado no coração e na alma é muito difícil.
Durante algum tempo da minha vida eu cuidei de filhos e da casa. E era feliz. E acho que também pode ser uma boa opção de vida, desde que a integridade da mãe e esposa seja respeitada. Mulher nenhuma deve viver à sombra do marido, mas andar ao lado dele. Você pode ser uma boa companheira, amando, respeitando, apoiando. Mas ao lado dele em qualquer situação, boa ou ruim.
Creio que exista uma receita com os ingredientes certos para ser uma mulher companheira, cristã, batalhadora, segura e amável. Não é preciso chorar no banheiro, longe de tudo e de todos, lavar o rosto e fingir que está tudo bem quando a vontade é de sair correndo e abandonar tudo.
Ser uma boa pessoa acima de tudo é se fazer respeitar. Se respeitamos os outros devemos exigir o mesmo tratamento. Desrespeito à integridade é algo muito sério, que fere princípios e magoa a alma. Muito melhor a mulher questionar e se impor do que lamuriar o resto da vida porque deixou de olhar para dentro.
Nunca é tarde para acordar e virar a mesa. Mas, dependendo do tempo perdido, as chances e oportunidades ficam escassas, e aí, sim, o estrago pode ser grande. Por isso, agarre com as duas mãos a chance de ser feliz. Porque a vida passa rápido demais.
Amar é nos ultrapassar. Oscar Wilde, escritor e dramaturgo irlandês





