ELISIÊ PEIXOTO - LONDRINA
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de março de 2001
Elisiê Peixoto 
Se me perguntarem qual a melhor sensação da vida, não hesito em responder: a paz. E esta não pode ser mantida à força, não pode ser conquistada com qualquer resquício de rancor ou mágoa. A paz é conseguida pela compreensão, pela paciência com as pessoas e, principalmente, pela determinação de ser feliz, independente de qualquer coisa, inclusive das situações adversas.
Volto a escrever que se aprendemos algo de positivo com as boas situações da vida, com as circunstâncias negativas, então, a gente vira professor. Não há quem não aprenda algo de positivo depois de ter sido alvo de uma avalanche. Todos ficamos mais sábios porque a experiência negativa deixa marcas, mas ensina. E depois de passarmos pela atribulação e aprendermos com ela, é necessário que busquemos a paz interior para que a vida flua mais leve.
Nada se compara ao fato de colocarmos a cabeça no travesseiro e dormirmos bem, em paz, tendo alegria ao despertar. A paz não é aquela escrita nos tratados, mas a estabelecida no meu e no seu coração. Para algumas pessoas, ela pode parecer estar distante, mas não está. Vai depender apenas de lutarmos para conquistá-la. Uma luta interior que não deve interferir na vida de ninguém.
Para ter paz de espírito é necessário ouvir mais, falar menos; olhar as pessoas com o coração, não apenas com a razão; colocar-se no lugar do próximo porque amanhã o mesmo pode estar acontecendo com você , saber perdoar a pior das ofensas, confiar nas pessoas que você ama, compreender as dificuldades dos outros, ignorar os comentários maldosos, defender a sua privacidade, respeitar limites, sossegar a mente e dar descanso ao coração.
A gente tem o hábito de cobrar muito das pessoas. E acabamos sendo cobrados também. Isso gera ansiedade, expectativa, desconfiança, tudo aquilo que provoca insegurança e tira a nossa paz. Por isso tenho aprendido a descansar em Deus e deixar as coisas caminharem por elas próprias. Quando a gente aceita finalmente que uma pessoa não pode dar aquilo que não tem, é meio caminho andado para conquistar a paz interior. Aceitar as limitações e as inseguranças das pessoas que a gente gosta significa transformá-las em algo positivo. Quando não forçamos nas pessoas qualquer mudança de atitude de vida, elas mudam através do nosso exemplo. Tenho constatado isso na minha vida; que a solução não é chorar, nem brigar, mas compreender. É difícil não ser compreendido, mas compreender os outros é algo muito bom. E que gera paz.
As pessoas mais felizes não são aquelas livres de erros e de problemas, mas as que sabem lidar com eles e assumi-los de forma corajosa. Assumir erros dói. A gente sempre pensa que poderia ter feito tudo diferente. Mas não fez e aí? Fingir que não aconteceu é a maneira errada de tentar superar e a mola propulsora para nos tirar a paz de espírito. Porém assumir os erros faz a gente crescer, a lidar melhor com os dissabores, a entender o vizinho, o companheiro de trabalho, o parente. E todas essas atitudes são refletidas no exterior também.
Li que o corpo é um espelho de nossas crenças e pensamentos mais íntimos. Ele está sempre conversando conosco. E quando a gente está bem, tem paz suficiente para lidar com qualquer situação, a gente fica mais bonita, com a aparência saudável. As pessoas notam essa diferença e querem a receita. Aí, sua luz interior começa a brilhar.
É hoje


