ELISIÊ PEIXOTO - LONDRINA
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de outubro de 2000
Elisiê Peixoto 
Depois da temporada de inverno e da maratona de chocolate quente com pipoca e de saborosas massas acompanhada de um bom vinho, chega a estação menos esperada por todas as gordinhas: o verão. O que, em outras palavras, significa pernocas de fora, barriguinha enxuta, bumbum nos trinques, celulite fora de circulação e... contagem regressiva para o biquíni.
Aí acontece o inevitável: correria para as academias, dietas, produtos para perder quilos, exercícios para construir músculos e ganhar contornos, tratamento para combater em um mês aquilo que se adquiriu em seis. Haja milagre!
Escrevo com a autoridade de quem, desde a adolescência, convive com o vaivém de quilinhos extras. Agora, vejo a coisa toda se repetir no dia a dia da minha filha. Mas sempre digo a ela que ninguém é mais ou menos feliz por ter formas roliças, pernocas mais grossas e contornadas. Tem gente que gosta. E como gosta. E depois, felicidade é algo tão além de estar acima do peso que mais vale uma gordinha bem resolvida do que uma magricela escrava da balança e....infeliz. Ou passar fome faz alguém feliz? Impossível.
Graças a Deus os valores mudam durante a vida. Quando se é jovem, o visual é o item mais importante e que atrai garotas e garotos. Com a maturidade, a sintonia de um casal vai muito além de um corpo bonito. Relacionar-se com uma mulher ou um homem belíssimo, mas donos de uma cabecinha de alfinete, sem nada de interessante para oferecer além do corpo bonito, é disperdiçar tempo. Beleza nunca foi e nunca será suficiente para manter uma relação.
Conheço homens e mulheres feios do ponto de vista estético, mas que têm aquele sei lá o quê. E que prendem a atenção de qualquer pessoa numa boate lotada de gente bonita. Eu sempre digo que uma mulher pode roubar a atenção com um simples cruzar de pernas, com a maneira de gesticular as mãos ou apenas com a forma como ela olha. Mas com atitudes naturais e que fazem parte da maneira de ser.
Tenho uma amiga que sempre namorou homens feios. E é defensora do princípio de que homem muito bonito só dá dor de cabeça. Afinal, eles são sempre os mais paquerados e, quando convencidos, haja estoque de Anador. Ela alega que homens sem grandes atrativos visuais estão sempre surpreendendo-a. Para melhor. Mas isso é assunto para outra crônica.
E voltando às formas volumosas das mulheres, eu me lembro que quando adolescente achava a coisa mais linda minhas amigas magras, donas de pernas finas, aquelas do tipo pau-de-virar tripa. As minhas, sempre grossinhas, me fizeram várias vezes desistir de saias curtas e optar pela dobradinha jeans e t-shirt. Sem contar as incontáveis dietas que já fiz, algumas com resultados instântaneos, outras, nem tanto. Mas passou. E hoje, aceitar os quilinhos extras deixou de ser um problema na minha vida. Ao contrário, eles servem de estímulo para frequentar assiduamente a academia, procurar estar sempre bonita e segurar a boca vez ou outra.
Sempre digo à Roberta que, gordinhas ou não, temos que nos valorizar. Porque ninguém faz isso pela gente. Quando entendi que o meu maior adversário estava dentro de mim, me puxando para baixo, tentando a todo custo me impor padrões e complexos, virei a página e assumi aquilo que sou. Dona de pernas e coxas grossas, sim senhora. E que hoje considero o máximo.
Quando a minha filha nasceu, o que eu mais desejei para ela foi saúde. Depois, desejei também muita determinação para ela, ao longo da vida, encarar as atribulações que a mulher moderna enfrenta. E, principalmente, para se fazer ouvir em qualquer momento e se opor sem medo quando for a questão. Mulher nenhuma deste mundo deve perder sua auto-estima porque está mais ou menos gordinha, porque se sente menos bonita.
A força do sim, gostar de si mesma, mas sem aquela paranóia de subir na balança todos os dias, significa uma pequena mudança de atitude. E que pode transformar uma vida pacata em algo bem melhor e movimentado. Palavras de quem vivencia isto e é feliz.
Domingo é dia de família reunida. Como a de Elaine (Ribeiro Rocha) e Hélio Celestino da Silva e os filhos Gonçalo e Antonio. O flashe portrait leva assinatura de Manoel Guimarães.
Foto Arquivo Folha
Curitiba vai ganhar um novo hotel: o Holiday Inn Express, na região do Aeroporto S. José dos Pinhais. E à frente do empreendimento, para garantir a qualidade e o padrão internacionais dos seus serviços, está o gerente geral, o londrinense Humberto Santos Cordeiro (v.foto), 33 anos. Ele conta com uma experiência internacional que lhe permite estar à frente deste que será um dos empreendimentos mais importantes daquela região. Formado em Administração Hoteleira pela Ceatel de São Paulo, ele também certificou-se nos cursos de Alimentos & Bebidas e de Marketing Hoteleiro, pela Cornell University. De 1983 a 1999, o administrador passou por diversas redes de hotéis. Entre elas, Rede Bourbon de Hotéis, Club Mediterranée, Praia do Forte Eco Resort, The St. Régis Hotel (Sheraton Luxury Property) de Nova York, Gianni Versace Residence, também de N.Y., e pelo Slaviero Palace Hotel, onde foi gerente geral. Em Londrina, já trabalhou nos restaurantes Vila Fontana e da boate Empório Guimararães.
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