Do Brasil para o mundo
Quando os franceses me chamaram eles disseram que gostaram da minha brasilidade sem regionalismo, justifica Icarius. O que os franceses e belgas (porque a empresa que investe no talento do rapaz tem sede na Bélgica) gostaram foi da capacidade que o brasileiro tem de desenvolver um tema sem entregar-se aos modismos internacionais. Suas últimas coleções são 100% criação. Não existe uma só referência às tendências internacionais. E é isso que a nata de empresários que investe em talentos quer. Riqueza de criação. E isto Icarius tem de sobra. Como, por exemplo, na coleção outono-inverno 2001, onde recriou um salão virtual, ele ficou algum tempo pesquisando nos arquivos da revista Vogue Paris. Lá, ele buscou elementos que, trazidos para os dias de hoje, deixaram as mulheres moderníssimas, mas com um pé no lúdico, no passado. Na coleção primavera-verão 2001, onde o estilista mostrou mulheres que são misses (também uma homenagem à mãe que foi miss), há algo etéreo. São faixas que ficam soltas, livres, mostrando uma mulher sensual e homenageada pela vida.
Nesta onda de homenagens e nesta vinda ao Brasil, Icarius corre entre a família e os amigos de Curitiba e os compromissos profissionais em São Paulo. Quero fazer o caminho inverso que é criar minhas roupas lá fora com tecidos brasileiros. Para isso, estou em negociação com algumas indústrias têxteis. Ao invés de trazermos tecidos para cá, quero levar os nossos tecidos para lá. A idéia do estilista, além de ser um ato de carinho, é um de reconhecimento à qualidade que os tecidos brasileiros têm.





