Irmã menor da Eta-Carina apagou-se e comprovou a teoria de Daminelli!

Exatamente no prazo que o astrônomo Augusto Damineli Neto previa, a estrela menor das gêmeas Eta-Carina foi enfraquecendo e apagou entre os dias 25 e 29 de junho. No dia de São Pedro, ela desapareceu. Em alta frequência, a estrela emitia luz equivalente a 20 mil sóis. E o motivo é o enfraquecimento da luz de sua companheira, a irmã maior. Damineli recebeu e-mails dos Estados Unidos, Itália, Dinamarca, Suécia, França, Japão, todos de cientistas e estudiosos cumprimentando-o pela comprovação de sua teoria e estudos.
A Eta-Carina é gigantesca. Ao desaparecer, praticamente tem a parte gorda escondida sob nuvens maiores ainda. Maior que o sistema solar inteiro. E a outra parte só estará de volta dentro de 5 anos e meio. O professor Augusto Daminelli me disse, pelo telefone, que 90% das estrelas que nasceram e morreram, geraram oxigênio para pelo menos 20% da vida na Terra.
Dos 103 elementos da tabela periódica, só o hidrogênio e o hélio não são feitos pelas estrelas; os outros são. Segundo Daminelli, as Etas-Catarinas geraram o oxigênio do nosso sangue. Os gregos já diziam que os átomos são eternos! E são mesmo, diz ele, são imortais. As plantas produzem oxigênio puro, mas o carbono é o responsável pelas frutas, pela lenha, pela comida da Terra. Os compostos químicos se decompõe como quando se frita um frango, por exemplo. Quando se crema uma pessoa, 90% dela é água e se evapora. E acaba se tornando chuva. Que volta para o nosso planeta. Já com o cálcio dos ossos é diferente. O oxigênio e o ferro são átomos e só se queimariam se suas cinzas foram atiradas dentro do Sol. A Eta-Carina está a trilhões de quilômetros da Terra.
Caso uma estrela gigante como ela explodisse, poderia fazer um buraco na nossa camada de ozônio e a região atingida seria fritada pelo Sol, por causa dos raios ultravioleta, os gama, que são ultrapenetrantes. Deve ter sido uma explosão de estrelas que arrasou com os dinossauros aqui na Terra. Hoje, comentou Daminelli, os homens são os dinossauros atuais, pois são os animais que dominam o planeta, temidos pelos outros que aqui estão. Comemos outros animais também, como os dinossauros. Estamos no topo da pirâmide animal.
O extermínio dos dinossauros, pelas evidências, aconteceu há cerca de 500 mil anos. E a Terra tem pelos cálculos cerca de 5 bilhões de anos. Hoje em dia, o Saara é um deserto, mas já foi, com certeza, terra para se plantar alface. E poderá voltar a ser. Tudo dependerá do que acontece com as estrelas, com a nossa galáxia. Na idade antiga, os gregos já estudavam os átomos, já eram grandes filósofos. Já praticavam o chamado mundo virtual. Os gregos de antigamente, comenta Augusto Daminelli, não se preocupavam em plantar arroz ou feijão, coisa muito simples; sempre foram mais do vinho e da azeitona, mas pensavam, filosofavam e isso foi muito importante o mundo.
Muita gente passa fome na Terra porque a distribuição é malfeita. Está provado por dados da ONU que o planeta produz três quilos e meio de alimentos por pessoa por dia. O que existe é má distribuição de comida e de renda. E as estrelas influem muito na produção da alimentação aqui no nosso querido planeta.
A conversa telefônica com Daminelli, sempre muito atencioso, foi longa, mas rápida para o assunto Eta Carina, porque ele sabe muito. Se tivesse prêmio Nobel para a Astronomia, ele ganharia com certeza. E sobre a Eta Carina fiquei com receio de fazer um 'samba do crioulo doido nesta matéria'.
Daminelli, ao ter sua teoria comprovada e aplaudida pelos colegas cientistas e pela imprensa mundial, marcou um gol de Copa do Mundo para o Brasil. Foi um grande trabalho, de cinco anos e meio, que ele desenvolveu para o Brasil, para a Nasa e o mundo todo. Que custou investimentos de 20 milhões de dólares em equipamentos, equipe, gastos com viagens e etc.
Ele me disse que o satélite Hubble o ajudou muito, pois tem a maior precisão do mundo, uma vez que mira mil vezes mais do que o olho humano. O Hubble acumula três gigabites de dados por noite. É uma coisa fantástica. Na Cordiheira dos Andes, no Chile, está o telescópio Gemini, outro gigante, do qual o Brasil é sócio, como é também do notável aparelho que Daminelli ajudou a instalar num vulcão extinto no Havaí. O Gemini é capaz de acumular um bilhão de dados em apenas duas horas.
Daminelli trabalhou várias vezes em Bolder, no Colorado, nos Estados Unidos, no famoso observatório de lá, cercado de outros amigos astrônomos, astrofísicos e cientistas. Para a instalação do gigantesco telescópio no Havaí, um empresário da Califórnia doou 400 milhões de dólares. Outros industriais dos EUA também ajudaram muito. Augusto Daminelli Neto deve ir como convidado especial ao Congresso da Nasa, brevemente, que será realizado no Minnesotta e onde certamente será homenageado pelo seu brilhante trabalho.
Jovem de Água da Jacutinga, em Ibiporã, vizinho de Londrina, o descobridor das gêmeas Eta Carinae, que começou a olhar o céu à noite, no Seminário de Assis, continua estudando as estrelas, fonte da vida dos homens aqui da Terra. Como ele já disse: elas, quando morrem, é para dar vida a nós aqui neste ainda belo planeta. Pois é morrendo que se vive para a vida eterna. Coisas do Criador! Às vezes de difícil compreensão para uns e bem fácil para outros! Como disse Daminelli: o Céu continua fantástico!

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