Deixar o tórax à mostra nas novelas não é um problema para Marcos Pasquim, o Lance de 'Pé na Jaca'. Depois que passou a ocupar o espaço de galã atlético nas comédias de Carlos Lombardi, o rapaz já se acostumou a explorar seus dotes físicos na telinha. O personagem nem de longe lembra outros do currículo de Pasquim. Seu primeiro papel foi em 1995, quando viveu o delegado Cosme em 'Cara & Coroa'.
Acostumado a dar vida a personagens cômicos e cheios de ação, o ''galã das 19 horas'' - todas as outras novelas em que atuou na Globo foram exibidas nesse horário, exceto 'Malhação' e 'Estrela-Guia' - só lamenta não ter mais oportunidades para experimentar outros gêneros. ''A televisão rotula a gente. Sou ator e posso fazer qualquer personagem, mas sempre me chamam para papéis semelhantes'', queixa-se.
Overdose Basta sintonizar a televisão em 'Pé na Jaca' para perceber que a rotina de Marcos Pasquim não é muito fácil. Por conta do personagem Lance, o ator chega a gravar quase metade das cenas de cada capítulo. ''A gente calcula essas coisas pela quantidade de texto que decora. Com isso, chego a participar de 25 a 30 cenas por dia'', explica o ator. Marcos começa a trabalhar por volta do meio-dia e só pára de gravar depois das 21 horas. Quando chega em casa, estuda o texto do dia seguinte por pelo menos mais duas. Além disso, ainda tem de sobrar tempo para a academia ou algum exercício físico, já que seu personagem pede um corpo trabalhado.
Apesar de ser figurinha fácil na televisão, Marcos não esconde que uma das coisas que mais gosta de fazer é estar no palco. ''É uma formação essencial, o teatro ensina tudo'', exagera. Depois que terminar de gravar a novela, o ator não vai tirar férias. Está nos seus planos remontar o espetáculo 'Abelardo e Berilo', que encenava ao lado do amigo André Mattos. Seu primeiro trabalho foi na peça 'Blue Jeans', há 15 anos.
Antes de seguir a carreira de ator, Marcos experimentou outras áreas. Quando tinha 15 anos, entrou para a banda pop Explosão. O grupo já existia, mas com a morte de um integrante, surgiu uma vaga. A aventura durou cerca de um ano. Ainda no colégio, Marcos se destacou também na área esportiva. Tanto que foi campeão infantil paulista de vôlei ao lado de seus colegas de equipe.
Já adulto, o ator também seguiu uma outra área completamente distante de sua veia artística: foi programador de computadores. Feliz com a opção que fez e disposto a evoluir sempre, Marcos faz questão de conferir os capítulos de 'Pé na Jaca' sempre que pode. E, apesar da experiência, não consegue assistir a uma cena sua na novela sem utilizar sua visão crítica. ''Quando a gente se vê na televisão consegue enxergar um outro lado. E, na maioria das vezes, me cobro demais'', confessa.
Em sua décima novela, Marcos não consegue escolher um papel para eleger como o melhor em seu currículo. Mas deixa escapar uma ligeira preferência por D. Pedro I, que interpretou na minissérie 'O Quinto dos Infernos'. ''Foi minha única minissérie. D. Pedro I foi um divisor de águas em minha carreira'', reconhece.

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