Depois de lecionar um ano no Maranhão, professora universitária prepara livro
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sábado, 03 de março de 2012
Redação Folhaweb 
''Eu vivi o descaso, a política da fome e a exclusão social. Aprendi muito. Hoje sou uma pessoa melhor. Tenho outra visão da vida.'' A afirmação é da londrinense Walkiria Benedeti Cardoso Araújo, que passou um ano no Maranhão, entre 2010 e 2011, lecionando na Faculdade de Balsas (UniBalsas), no sul do Estado. Para ela, é difícil expressar em palavras tudo o que vivenciou durante este período. ''Enxerguei de perto e 'senti na pele' o que a maioria das pessoas só vê na televisão'', diz.
Bacharel em Direito, com duas especializações - em Bioética e Direito Público com ênfase em execuções penais - e mestrado em Direito Negocial pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Walkiria ficou muito interessada quando soube que a Faculdade de Balsas estava contratando professores para o curso de Direito. ''Queria conhecer a realidade de lá. Enviei o meu currículo e logo acertamos tudo. Quando vi já estava com a passagem em mãos. Inicialmente fui sozinha e depois de 40 dias meu marido foi também'', lembra.
O fato de o Estado do Maranhão apresentar IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre os menores do Brasil, pouco mais de zero, pesou para Walkiria aceitar o desafio. Na época em que embarcou, ela já pesquisava há mais de oito anos a mistanásia, um tipo de eutanásia social, que significa a ''morte da dignidade humana''.
Em uma das regiões mais pobres do Brasil, ela reuniu subsídios para publicar um livro sobre o assunto. O projeto está em andamento, mas ainda não tem data definida para ser finalizado. ''Entrei nas comunidades, conversei com as pessoas, senti como elas vivem. Tive um choque cultural, pois é tudo muito diferente. Conheci a realidade da miséria'', ressalta.
Leia mais na matéria da repórter Paula Costa Bonini


