Na semana em que Folha Gente completa um ano, nada mais natural que os parabéns fossem divididos com a atleta Natália Falavigna Silva. Recém-chegada da Irlanda, de onde trouxe o troféu de campeã mundial de tae kwon do, a londrinense Natália é hoje sinômino de gente de sucesso.
Aos 16 anos, Natália é a primeira atleta a trazer para o Brasil tal título mundial. ‘‘Fui lá para vencer mesmo’’, conta a campeã, que treina tae kwon do há apenas três anos. ‘‘Eu sempre quis ser esportista, mas não tinha achado o esporte certo até o tae kwon do’’, diz Natália, que já passou pela natação, basquete, handebol e futebol.
A viagem à Irlanda foi a primeira na carreira esportiva da garota, que não podia ter estréia melhor. ‘‘Meu técnico me diz que eu ainda não percebi a grandiosidade do que fiz lᒒ, conta a atleta, que diz ter se surpreendido com a recepção calorosa que teve na terça-feira, ao desembarcar na cidade.
Segundo Natália, o tae kwon do é praticado no Brasil desde a década de 70, e de lá para cá, nenhum atleta tinha ganho nenhum campeonato mundial. Dado que aumenta ainda mais o valor e reconhecimento do troféu conquistado em terras irlandesas. ‘‘Apesar de parecer violento, o tae kwon do é extremamente técnico e tem uma filosofia que prega a não-violência’’, explica.
Vida sacrificada? ‘‘A recompensa é ouvir o Hino Nacional tocando lá fora e ver a bandeira do Brasil subindo, valeu por tudo’’, diz Natália que evita doces, frituras e não toma refrigerantes. ‘‘É o preço que se paga’’, completa. Quanto a deixar de lado as baladas noturnas, a atleta avisa que não é sacrifício. ‘‘Eu deixei de gostar de ir a boates, porque é muito barulhento, tem muita fumaça de cigarros e isso não faz bem ao esportista’’, ensina. ‘‘Prefiro ir a um barzinho ou ao cinema, que adoro’’, diz Natália, que tem sempre a companhia do namorado Wallace, que também compete no tae kwon do. ‘‘Nós gostamos das mesmas coisas’’, afirma.

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