De pai para filho
Uma das maiores diversões de Alexandre Avancini quando criança era assistir, escondido, a filmes em 16 mm do pai, o diretor Walter Avancini. Já na época da faculdade, Alexandre optou por se formar em Jornalismo na PUC, no Rio. Foi lá que teve ainda mais embasamento para a sua percepção crítica da carreira de diretor. Depois de ter crescido em palcos, sets e cenários onde o pai trabalhava, além de conviver com a nata dos atores desde a infância, Alexandre tinha certeza de que já estava impregnado pela paixão pelas câmaras. ''Sempre que meu pai assistia a alguma cena de uma novela minha, ligava e perguntava: 'essa cena era sua?'. Ele dizia que mesmo uma cena pequena não era um 'takezinho'. Falava: 'Não existe takezinho. Se você colocar a câmara em um lugar específico e tiver uma luz boa, qualquer 'take' pode ficar maravilhoso'. Ele tinha razão'', constata, saudosista.
Segundo o diretor, seu maior cuidado é para não se acomodar na tevê. Embora planeje, em breve, rodar seu primeiro longa, ''A Lei e o Crime'', baseado na obra de Marcílio Moraes, Alexandre admite que a maior armadilha dos diretores de tevê é ficar mal acostumado com os recursos mais acessíveis que as emissoras proporcionam. Ou seja, convivem com uma estrutura muito maior do que normalmente é encontrada nas produções dos longas brasileiros. ''É muito sedutor o processo na tevê porque, quando você precisa de três helicópteros para rodar uma cena, isso não é empecilho. Em pouco tempo descem os três na sua frente'', exemplifica.





