Foi durante os últimos retoques no cabelo – nos bastidores do Catuaí Collection – que a modelo Isabella Fiorentino concedeu entrevista à Folha. Feliz, espontânea e como ela mesma diz estar se sentindo atualmente ‘‘ orgulhosa’’, a modelo, um rosto bem conhecido no mundo da moda brasileira, tinha acabado de chagar de Fortaleza, onde também esteve desfilando.
  Apesar do pouco tempo, a modelo falou sobre a carreira e seu novo desafio, o trabalho como apresentadora de televisão. A estréia da modelo no Tudo a Ver, da Rede Record – que antes contava com a participação da também top Ana Hickmann – aconteceu no dia 8 de agosto. As críticas desde então têm sido favoráveis à desenvoltura de Isabella na telinha. Quando é questionada sobre sua atuação no ‘Tudo a Ver’, ela lança logo uma pergunta de curiosidade: ‘‘você já assitiu?’’ para logo abrir um grande sorriso seguido do comentário: ‘‘estou adorando e estou muito feliz’’.
  No programa comandado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, Isabella apresenta a coluna Estilo com dicas de moda, comportamento, saúde, entre outros assuntos também pautados pela própria modelo. ‘‘Falo de coisas que ocorrem com jovens da minha idade, paqueras, coisas de casa’’, diz.
  Aos 28 anos, Isabella Fiorentino já completou 15 de carreira. Antes da estréia na Record, a modelo havia feito alguns pilotos para o Canal 21. ‘‘Foi uma experiência importante e que contribuiu para minha atuação hoje no ‘Tudo a Ver’’, comenta a modelo, que começou a carreira num concurso da revista Capricho, em 1990. Mesmo sem ter conseguido uma boa colocação, ela seguiu em frente. Dois anos depois ela era agenciada da Ford Models.
  Em 1995, dois fatos marcaram o currículo de Isabella. No mesmo ano ela fez sua estréia na capa na revista Vogue e também participou da primeira edição da São Paulo Fashion Week, que na época se chamava MorumbiFashion Brasil. Aliás, dois marcos na carreira de qualquer modelo brasileira.
  Com a estréia internacional em 1996, a modelo viajou a Milão e dois anos depois foi morar em Nova York. ‘‘Me sinto um pouco frustrada por não ter feito tanto sucesso lá fora, mas sou muito feliz com tudo o que conquistei aqui no Brasil’’, ressalta a modelo que antecedeu o fenômeno Gisele Bündchen. Para a própria Isabella, Gisele abriu muitas portas para modelos brasileiras, principalmente fora do Brasil.
  ‘‘ A Gisele tem aquele jeito sexy que chama a atenção. Mas lá fora o estilo das modelos brasileiras sempre foi motivo de cometários positivos’’, explica Isabella, que em 2001, abriu uma escola de modelos, a Officina da Imagem. Atualmente, a modelo não têm tido muito tempo para escola, mas ainda atua no Workshop de Moda, curso itinerante que percorre o Brasil. ‘‘Tenho viajado toda semana e estou desfilando por todo Brasil pela (grife) Eqqus’’, diz.
  Privilegiada por natureza, a modelo não é adepta a dietas exageradas. ‘‘Faço musculação três vezes por semana. Para mim o segredo da longevidade é o alongamento, faço bastante’’. Paulistana de família italiana, a modelo come de tudo um pouco, mas suas refeições são compostas por alimentos saudáveis. ‘‘Minha mãe é vegetariana, por isso cresci me alimentando muito bem. Em casa só tem alimentos naturais’’, comenta.
  ‘‘ Tenho orgulho de tudo o que sou e tudo o que consegui ser. Acho que as jovens e adolescentes de hoje que querem ter um corpo bonito devem ser equilibradas na alimentação desde pequenas para depois não fazerem regimes exagerados’’, ressalta a modelo de 1,78 e 54 quilos.

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