Cria de cinema
O currículo de Fernanda Pinheiro Monteiro Torres é de causar inveja a muito veterano. A atriz estreou no cinema em 1982, quando foi dirigida por Walter Lima Jr. em Inocência. Dois anos depois, ela voltou às telas em A Marvada Carne, de André Klotzel. Desta vez, ganhou o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado. Parecia o bastante, mas a atriz não se deu por satisfeita. Com Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor, Fernanda arrebatou mais três prêmios, incluindo o de melhor atriz no Festival de Cannes, na França. O meu prêmio foi um azarão. A crítica passou a me respeitar mais porque viu que não tinha ninguém da família no júri, brinca.
Em quase duas décadas de carreira, Fernanda Torres já participou de 20 longas-metragens. Em Diabólica, de Cláudio Torres, a atriz passou a exercer também a função de roteirista. A parceria foi tão proveitosa que vai se repetir em Redentor, previsto para estrear em 2002. Escrito por Fernanda e dirigido por Cláudio, o filme conta a história de Célio Rocha, um cidadão de classe média que morre sem realizar o sonho da casa própria. Pedro Cardoso vai interpretar o trabalhador assalariado e Miguel Falabella, o construtor inescrupuloso. Redentor é uma tragicomédia imobiliária. O filme fala de prédios que caem como feitos de areia e ninguém paga por isso, ironiza.





