Com energia de sobra
Aos 80 anos, Jonas Bloch vive o misterioso empresário Eric Feitosa em "Bom Sucesso", novela das 19h na Globo
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de agosto de 2019
Aos 80 anos, Jonas Bloch vive o misterioso empresário Eric Feitosa em "Bom Sucesso", novela das 19h na Globo
Raquel Rodrigues - Agência Estado 

Divulgação/ GLOBO
É nítido o entusiasmo de Jonas Bloch com o misterioso Eric Feitosa, seu personagem em “Bom Sucesso”. Na novela das 19h da Globo, o empresário almeja comprar a editora Prado Monteiro. O motivo é uma antiga rixa com Alberto (Antonio Fagundes): Feitosa é um ex-amigo do pai de Marcos (Romulo Estrela) e Nana (Fabiula Nascimento), que foi passado para trás – no amor e nos negócios – por ele. Cheio de ressentimentos pela perda da noiva e da única cópia do livro que pretendia publicar, enxergou em Diogo (Armando Babaioff) o cúmplice perfeito para um plano de vingança. Porém, nos próximos capítulos, está previsto um acidente causado pelo jovem advogado, que resultará na morte de Feitosa e, provavelmente, na despedida de Jonas da história.
"O Feitosa tem um lado de vítima, mas outro de vilão. Há esse desejo de comprar a editora, que é a base da novela, e as coisas vão se desenrolando nesse sentido. É um personagem muito interessante, por ser misterioso e com uma série de contas a ajustar", conta o ator.
Embora Alberto tenha apenas mais seis meses de vida, Feitosa quer que o inimigo sofra e perca a empresa. Enquanto isso, Jonas Bloch se sente ainda mais vivo, aos 80 anos. Principalmente por fazer parte de “Bom Sucesso” e poder contribuir com sua experiência.
"Minha genética é boa. Me sinto com energia e disposição para fazer novela. E entusiasmado, que é o mais importante de tudo. É uma questão de você amar muito o que faz. Viver daquilo que gosta dá a sensação de não estar trabalhando. É a melhor coisa que tem", conta.
Recentemente, Jonas esteve no ar na minissérie “Se eu Fechar os Olhos Agora”, lançada primeiro no Net Now e, neste ano, na Globo e no Globoplay. Para o ator, o modelo de streaming de vídeo é o futuro da televisão.
"As pessoas podem assistir na hora em que quiserem. A tendência moderna é essa e é muito inteligente. É bom para todo mundo. As séries estão sendo feitas com carinho, cuidado, então é prazeroso participar de uma coisa com tanto capricho", valoriza.
Jonas deu expediente na Record de 2006 até 2015, quando se despediu de “Vitória” ao ter seu personagem, o delegado Ramiro, assassinado. Atualmente, é contratado por obra pela Globo e não tem queixas sobre falta de papéis para sua faixa etária. Na verdade, comemora estar em atividade e diz que continua ampliando sua área de atuação. Isso porque começou a expor como artista plástico. Para ele, o importante é não ficar acomodado e ter um texto bem escrito em mãos para interpretar.
"O problema é quando o texto não é bom, quando a produção não é feita com paixão. Isso me desestimula um pouco. Já passei por uma novela assim e, inclusive, era final de contrato e resolvi não continuar lá exatamente por isso. Estava insatisfeito com o tipo de tratamento que davam ao trabalho e parti para outro caminho. Você tem que descobrir, na sua carreira, alguma coisa estimulante", analisa


