Com as mãos na massa
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de novembro de 2004
Agência Globo 
São Paulo Nem Jackeline Kennedy muito menos Lady Di. A primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin está mais para Maria Lúcia mesmo, nascida em São Paulo, mas criada num sítio em Pindamonhangaba, entre bichos e plantas, e que voltou à capital sem perder a pureza de uma moça típica do interior.
Semelhanças? Com a primeira, na beleza e na elegância. De Lady Di, a solidariedade e a ação social engajada pelos necessitados. Aos inacreditáveis 53 anos de idade, há três meses Maria Lúcia Alckmin experimenta pela primeira vez a condição de avó.
Tão simples quanto seu jeito de ser é o seu programa social chamado de Padaria Artesanal: uma equipe da Secretaria de Agricultura capacita pessoas cadastradas pelas comunidades de bairros, que depois recebem um kit (um forno, uma batedeira, um liquidificador, uma balança, umas assadeiras e um botijão de gás) para fabricarem o pão. O governo não gasta um tostão: o kit, no valor de R$ 700, é doado por empresários.
Lu Alckmin conta que se inspirou na própria mãe, Renata, já falecida, que costumava fazer esse trabalho comunitário na região onde moravam. Desde menina, Lu tinha mania de registrar sua vida em diários que acabaram se extraviando. Depois que passou a fazer o trabalho comunitário, ela retomou a mania dos diários e vem anotando tudo em seus cadernos. São ao todo nove volumes que estão sendo transformados em livro a ser lançado no início do ano.
Todos os dias ela atravessa a cidade, visitando bairros e favelas da periferia de São Paulo, onde é recebida com festas. Sempre elegante, seu guarda-roupa é abastecido por grifes famosas e não raro alguns itens são comprados na Daslu, onde sua filha Sofia trabalha.
De hábitos simples, segue o marido na cultura naturalista, tanto que são chamados de ''o casal zen''. Assistem a missa aos domingos, frequentam teatros e cinemas. Assim como o marido, Geraldo, ela também se declara romântica. Gosta de Roberto Carlos, Gal Gosta e Ray Charles. Sobre política, não gosta de especular o futuro do marido, alegando que a missão dele é governar São Paulo, pois para isso foi eleito.


