Coco Chanel além do mito
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de novembro de 2009
Virna Wulkan<br> Agência Estado 
Se a moda do século 20 tivesse de ser sintetizada em um único nome, seria Chanel. Gabrielle Chanel, ou Coco - como foi apelidada no tempo em que cantava em cabarés - é um ícone não só pelo legado que deixou, mas também porque foi a responsável por uma revolução nos acessórios e vestuário femininos. Até hoje, tem seu nome associado a estilos que vão de um corte de cabelo (até os ombros) passando por um modelo de sapato (aquele com o calcanhar aberto) até chegar às pérolas falsas, que ela ostentava como se fossem verdadeiras.
Chanel surgiu em plena Belle Époque, quando as mulheres usavam apenas vestidos longos e saias volumosas. E foi aos poucos introduzindo peças mais práticas, confortáveis e funcionais, muitas delas trazidas do guarda-roupa masculino, como calça comprida, suéter e camisa.
Algumas de suas criações tornaram-se célebres, como o tailleur de tweed, o pretinho básico (até então o preto era considerado uma cor restrita a mulheres de baixo nível social) e a bolsa de matelassê com alças douradas - até hoje uma das campeãs de venda da grife e talvez o modelo mais copiado de todos os tempos.
Pérolas falsas e correntes douradas, substituindo as de ouro, também foram algumas de suas marcas, causando alvoroço em uma sociedade que exigia que as mulheres ostentassem suas joias. Assim como a camélia, a flor usada na lapela, que se tornou típica de seus looks.
Com seu perfil empreendedor e emancipado, a estilista francesa soube traduzir nas roupas o espírito de um tempo. E torná-lo eterno. Chanel morreu em 1971, mas a sua herança perdurará para sempre.
Com a estreia prevista para as próximas semanas no Brasil, a cinebiografia ''Coco Antes de Chanel'', estrelado por Audrey Tautou, mostra a origem humilde da estilista, seu aprendizado autodidata até o início da carreira, que culminou com a criação da marca icônica.


