CARMEN RIBEIRO - MARINGÁ
Uma turma cheia de energia e charme fazia grandes carnavais em Maringá. Carnavais que ficaram na história da cidade: ricos, deslumbrantes, competitivos, criativos e cheios de brilho. O tempo passou, cada um foi para seu canto, mas a lembrança de momentos vividos em ritmo da mais pura fantasia ligam esses foliões do passado para sempre.
Faça chuva, ou faça sol xô, xô tristeza! a vida tem que ser vivida. Esse é um dos lemas de um bom folião, que sabe que a alegria e o bom humor são fundamentais para enfrentar de frente a vida. Purpurina, paetês, miçangas, samba no pé e, claro, muito luxo nas fantasias eram fundamentais para essa turma que transbordava vitalidade e altíssimo astral.
Maringá promovia uma das Festas de Momo mais caras, chiques e belas do Estado. Os concursos de fantasias luxuosíssimas encantavam e até espantavam, tamanho era o cuidado, tantos eram os detalhes. Eram meses e meses de preparação com blocos e fantasias individuais se enfrentando nos salões numa disputa amiga, mas renhida.
A folia era vivida nos clubes, principalmente no Maringá Clube, e depois no Country, nos carnavais de rua com blocos, escolas de samba, centenas, milhares de foliões, concursos de rainha.
O tempo passou, os foliões se aposentaram, procuraram outros caminhos, deixaram de se encantar com o Momo. Bons tempos aqueles em que ser carnavalesco era quase uma obrigação, em que brincar era sinônimo de alegria, em que o Pierrô circulava pelos salões à procura de sua Colombina, em que confete e serpentina eram armas de uma guerra sem feridos.
As fantasias de Malu faziam sucesso





