Nico Puig está acostumado a interpretar vilões na tevê. Em ''Amor e Revolução'' não é diferente. No folhetim escrito por Tiago Santiago, o ator dá vida a Filinto Guerra, um major do exército sociopata, que tortura não somente os que se posicionam contra a ditadura, como também a própria mulher Olívia, interpretada por Patrícia de Sabrit.
Para ajudar a compor o sórdido personagem, Nico fez as malas. ''Já fiz vários vilões na tevê, mas para este viajei até Cartagena para conhecer o Museu da Tortura, conversei com militares, pesquisei sobre o período em filmes e livros'', conta ele, que, além do trabalho como ator, se revela um amante da decoração e se dedica a práticas de reciclagem. ''O escritório da minha casa fica dentro de um contâiner'', diz o ator que por essa atividade é conhecido como designer da lata.
Nome: Luís Nicolau Schumann Puig.
Nascimento: Em 18 de novembro de 1972, no Rio de Janeiro.
O primeiro trabalho na tevê: Apresentador do programa ''Revistinha'', da TV Cultura, em 1989.
Um momento marcante na carreira: ''Minha primeira microssérie, que foi 'Sex Appeal', na Globo, em 1993''.
Ao que assiste na tevê: Programas sobre reciclagem.
Ao que nunca assiste: ''Fica difícil dizer já que nunca assisto mesmo, mas eu diria programas de fofoca''.
O que falta na televisão: Programas de entretenimento e cultura.
O que sobra na televisão: Bons profissionais desempregados.
Ator: Paulo Autran. ''Foi um grande ator, temos que prestar uma homenagem a ele''.
Atriz: Henriqueta Brieba.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Olho no Olho'' de Antônio Calmon, exibida em 1993.
Novela Preferida: ''Os Imigrantes'' de Benedito Ruy Barbosa, exibida pela Band em 1981.
Com que gostaria de contracenar: Laura Cardoso.
Se não fosse ator, seria: ''Também sou conhecido como designer da lata. Trabalho com reciclagem e planejamento. Às vezes acho móveis no lixão e os transformo. Gosto disso. Mas meu forte é mesmo o metal. Se não fosse ator iria a fundo nesse projeto''.
Vilão marcante: Fred, que representou em ''Olho no Olho'', na Globo.
Que papel gostaria de representar: Tonho da Lua interpretado por Marcos Frota na novela ''Mulheres de Areia'', exibida em 1993.
Com quem gostaria de fazer par romântico: ''Apesar de não ter visto ela como atriz, adoraria fazer um par romântico com a Fernanda Young''.
Canção inesquecível de trilha sonora: ''A versão de 'Cálice' do Chico Buarque, que a Pitty está cantando em 'Amor e Revolução' está emocionante.
Filme: ''Irreversível'', de Gaspar Noé, de 2002.
Livro: ''Poemas contemporâneos'' de Elisa Lucinda.
Mania: Reciclagem e aproveitamento.
Autor: Nelson Rodrigues. ''Eu me identifico muito com o texto dele''.
Diretor: Quentin Tarantino.
Medo: De doenças.
Projeto: ''Eu tenho este projeto de reciclagem que considero de extrema importância. Por enquanto é minha segunda atividade, mas é um projeto de que gosto muito''.
Serviço: ''Amor e Revolução'' - SBT -
Segunda a sexta, às 22h15

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