Intérprete da alpinista social Maria do Céu de ''A Favorita'', Deborah Secco não se cansa de enaltecer as possibilidades dramáticas do papel e o destaque que conseguiu. Para cortar a onda de bom-humor, só mesmo um assunto: as críticas que, segundo a própria, já está mais que acostumada a receber quando aparece na tevê. ''Vai ser sempre assim. Mas tudo bem, só falam de quem chama atenção em algum sentido'', desconversa.
A segurança de Deborah, dessa vez, tem motivo especial. Desde a estréia da novela, a atriz já recebeu inúmeros elogios do autor João Emanuel Carneiro. Alguns até públicos. E é nisso que a atriz se baseia na hora de entrar em cena. ''Dou muito valor ao que as pessoas que trabalham comigo acham de mim. Até agora, não me pediram para fazer nada diferente'', defende-se.
Segundo ela, o envolvimento nas cenas era tanto que, após a morte de Edivaldo, o próprio Nélson escreveu-lhe uma carta. No documento, desculpava-se por não ter a capacidade de construir um personagem rude e violento, para que Céu não saísse como vilã da história. ''Falei para ele que ia colocar numa moldura e guardar para o resto da vida'', orgulha-se.
Depois de 18 anos de carreira na tevê, Deborah Secco repensa suas aparições constantes em novelas. A atriz estreou ainda criança, aos 10 anos, na novela ''Mico Preto'', em 1990. E emenda um trabalho em outro desde que fez sucesso na pele da caçula Carol, uma das protagonistas da série ''Confissões de Adolescente'', em 1994. Tanto que, em 13 anos, marcou presença em 13 novelas e uma minissérie na Globo. ''Poucas atrizes da minha geração trabalharam como eu'', valoriza a jovem.
Exatamente por isso, Deborah já planeja um período longo fora dos folhetins. Sua idéia é pedir uma pausa no contrato, que vai até 2012, para, até 2010, voltar aos palcos com algum espetáculo teatral. ''Não posso dizer o nome porque ainda não comprei os direitos'', desconversa. A atriz não sabe dizer exatamente quando pretende pedir esse tempo, mas demonstra que não vê a hora de poder se dedicar mais à sua formação teatral. ''Não faço uma peça desde 2001, quando me dividi entre 'A Padroeira' e 'As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant'. Quero muito voltar, mas não consigo conciliar com a tevê'', justifica.

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