Não tem jeito mesmo, quando alguém quer saber o que vai ser moda no Brasil daqui há alguns meses ou até anos, tem que lançar mão das principais manias americanas e européias. Contrariando a preferência feminina brasileira em manter os cabelos longos e com fios retos, o que se usa mesmo agora em Nova York são cabelos curtos, curtíssimos e extremamente descabelados.
É isto que se vê nas ruas e também nos principais salões da metrópole, como o moderno Tony & Guy. Uma franquia européia que cresce nos Estados Unidos. A um preço de US$ 95,00 (cerca de R$ 237,00), pode-se voltar de lá com o que há de mais novo e avançado em matéria de corte de cabelo.
As principais mudanças nas cabeças que estão sendo feitas nestas salões vêm em forma de comprimento e também na maneira como se arruma depois de cortado. Cabelo certinho, no estilo ‘‘patricinha’’ é coisa do passado mesmo. Por mais ‘‘careta’’ que as mulheres americanas estejam vestidas, no cabelo elas sempre ousam. É um estilo americano que impõe praticidade em quem vive em grandes cidades.
Os homens também mudaram. Estão mais cafajestes, usam topetes, cabelo estilo pigmaleão, só que sem excessos. Na hora de pentear-se a maior febre é colocar mechas desencontradas, meio emplastadas, mas sem deixar ostentar que é com gel que se faz isso. Tony & Guy criaram uma linha especial de pastas que permitem a produção desarrumada.
O que mais marca nas produções é a sutileza, nada é exagerado. O certo é parecer que você não gastou horas se arrumando. E com o tipo de cortes desfiados e curtos que estão em alta, não se gasta mesmo.
Nas cores não há muitas novidades. Há uma certa turma que usa mechas coloridas. As mais mais são rosa e azul. Mas é para adolescentes mesmo. As mulheres mais finas usam castanho, um pouco avermelhado ou louros claríssimos (quase brancos). Já os homens usam algumas mechas mais claras, tudo muito sutil mesmo. Na onda do verão americano, os cabeleireiros estão ditando uma moda prática, bonita e acima de tudo, com cara de 2001.

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