A paixão de Helena Ranaldi pela arte de representar é antiga. Quando tinha 10 anos, ela gostava de se trancar no quarto da mãe e brincar de ser atriz na frente do espelho. Por horas a fio, experimentava roupas, perucas e maquiagem. Às vezes, fazia caras e bocas tentando reproduzir algumas cenas de novela. Na época do vestibular, porém, Helena optou por Educação Física. ''Para mim, representar não era uma profissão. Era uma brincadeira de criança'', lembra. Na faculdade, Helena começou a fazer os primeiros comerciais. Entre uma gravação e outra, sonhava com a primeira novela. ''Com a grana que ganhei, paguei o curso de teatro que fiz com o Antunes Filho'', recorda.
Foi o diretor Antunes Filho, aliás, que despertou em Helena o fascínio por Nelson Rodrigues. Do polêmico dramaturgo, a atriz já encenou duas peças: ''Os Sete Gatinhos'' e ''Bonitinha, mas Ordinária''. A próxima deve ser ''Perdoa-me por me Traíres'', com a provável direção de Ricardo Waddington. ''Se pudesse, encenaria todas'', diz.
Enquanto não retoma a carreira no teatro, Helena desfruta o sucesso na tevê. Para ela, o livro ''Presença de Anita'' bem que poderia ter sido escrito por Nelson Rodrigues. ''Quando li a sinopse, falei para o Maneco que esta minissérie é bem rodrigueana. A Anita, o pai, a irmã, todo mundo ali tem um 'quê' de Nelson Rodrigues'', compara.

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