Bendito é o fruto
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sábado, 19 de junho de 2010
Márcio Maio TV Press 
Às vésperas de se despedir da segunda temporada do ''Força-Tarefa'', Fabiula Nascimento já colhe os resultados de sua popularidade. Inclusive em suas aparições no programa, que se intensificaram em 2010. A romântica Jaqueline, sua personagem no seriado, cresceu depois que pesquisas constataram a aprovação do público em relação a ela, que já sabe o que vai fazer enquanto aguarda a definição da terceira temporada do ''seriado'': começa a gravar o humorístico semanal ''Tudo Junto e Misturado'', escrito por Bruno Mazzeo.
Além de comemorar seu crescimento no projeto, Fabiula ganhou mais um motivo para manter o sorriso largo neste ano: assinou sua carteira de trabalho pela primeira vez. Agora, a atriz é funcionária da Globo pelos próximos três anos. Acostumada a produzir seus espetáculos e, como costuma dizer, ''ser dona do próprio nariz'', a atriz pretende aproveitar a estabilidade financeira para se aventurar em projetos paralelos. Mas, agora, sem a ''neura'' de ter de sobreviver deles. ''É claro que não dá para sair e viajar por aí durante um ano, estudando fora do país. Mas posso participar de um filme, escolher um texto para encenar aqui, existem outras possibilidades'', exemplifica.
A televisão ainda não satisfaz plenamente Fabiula. Depois de 15 anos dedicados ao teatro e sete filmes no currículo, a atriz confessa que está flertando com a teledramaturgia. Mas nada contra o veículo. Pura falta de intimidade mesmo. Por isso, não esconde o interesse em estreitar os laços. Quem sabe até, no futuro, estrear em uma novela. ''Gravo um seriado que é filmado como cinema. Sei que vou tremer no dia em que eu entrar em um estúdio e me deparar com umas quatro câmaras diferentes para atuar em uma obra aberta'', analisa.
Apesar do extenso currículo nos palcos paranaenses, Fabiula chegou à tevê depois de se destacar como a prostituta Iria no filme ''Estômago'', de Marcos Jorge. O longa foi rodado em 2006, mas foi seu lançamento em 2008 que levou o nome da atriz a diversos jornais e a tornou conhecida por parte do público. E também pelos produtores de elenco das emissoras de tevê. ''O cinema dá esse prestígio. Você passa anos ralando no teatro, produz e encena um monte de espetáculos, mas é o cinema ou a tevê quem te lança'', lamenta ela, que também marcou presença nos filmes ''Os Normais 2'', ''Não se Pode Viver Sem Amor'', ''Bruna Surfistinha - O Doce Veneno do Escorpião'', entre outros.
Seu ingresso no cinema, esse sim, veio a partir dos palcos. A atriz estava em cartaz em Curitiba quando teve na plateia de um de seus espetáculos o diretor Marcos Jorge. Depois de assisti-la em cena, Marcos pediu que ela o procurasse para que conversassem sobre um longa no qual ele pretendia trabalhar. ''Minha carreira deu um salto de 20 andares com essa mudança'', exagera ela, que comemora o fato de ter conseguido emprego no Rio de Janeiro na mesma época que o marido, Alexandre Nero, o vilão Gilmar de ''Escrito nas Estrelas''. ''Tudo está dando tão certo que vamos vender nossa casa em Curitiba para comprar uma por aqui'', entrega.


